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Empresa de Youssef importava joias no lugar de remédios

5 mai 2014
10h07
atualizado às 10h46
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A empresa Labogen, que começou a ser controlada pelo maior alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef, em 2009, passou por uma época em que importava espumantes, joias, instrumentos musicais e até seda chinesa. As informações são do jornal Estado de São Paulo. Documentação dos investigadores  revelam no entanto que a empresa foi usada para práticas de fraudes no câmbio paralelo de dólar e euros através de importações fictícias de produtos farmacêuticos.

Faturas em outros países mostram a quantia do que foi adquirido, valor, forma de pagamento e entrega dos medicamentos.  Entretanto, a importação era de bebidas e outros produtos de clientes de Alberto Youssef.  Com isso, a Polícia Federal  acredita que o doleiro retomou a rotina que interrompeu em 2003, quando foi beneficiado pela delação premiada pela Justiça Federal , no caso Banestão ( evasão de divisas que pode ter chegado a U$$ 30 bilhões, nos anos 90).

Além de usar a Labogen para entrar no Ministério da Saúde,  ele fez transações irregulares para atender os pedidos de executivos brasileiros.  Nas faturas eram registradas as compras de remédios da empresa de Youssef para que as transações fossem aceitas pelo Banco Central.   Agora, a polícia deve investigar empresas que compraram do doleiro. Entre 2009 e 2013, a empresa lavou cerca de U$$ 113,38 milhões.

Clientes compravam de vinho em uma empresa europeia, por exemplo,  o valor era repassado em reais e Youssef falsificava notas em nome do laboratório, como se estivesse repassando a eles medicamentos.  Em fevereiro de 2011, a Labogen fechou 11 importações de Lipistina para a Coar Catene, por 103 mil euros, mas esta empresa atua no ramo com colares e pulseiras de ouro e prata. 

 

 

 

Fonte: Terra
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