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'É preciso separar razão da emoção', diz delegado sobre caso Amarildo

Polícia realizou nova busca pelo corpo do pedreiro, na Rocinha, sem sucesso. Titular da Divisão de Homicídios diz que caso é de alta complexidade

7 ago 2013
16h12
atualizado às 17h42
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<p>Policiais da Divisão de Homicídios (DH) encerraram nesta quarta-feira mais uma busca frustrada pelo paradeiro de Amarildo</p>
Policiais da Divisão de Homicídios (DH) encerraram nesta quarta-feira mais uma busca frustrada pelo paradeiro de Amarildo
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Cerca de 40 agentes da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com cães farejadores, encerraram uma nova busca pelo corpo do pedreiro Amarildo Souza, 43 anos, em uma área de mata fechada da Rocinha, por volta das 14h desta quarta-feira, mais uma vez sem sucesso. Diante da falta de informações sobre o morador da comunidade, desaparecido desde o dia 14 de julho, o delegado titular da DH, Rivaldo Barbosa, confessou que o caso é de alta complexidade é que "é preciso separar a razão da emoção".

"É muito complexa (a investigação). Existem duas linhas de investigação, uma produzida por agentes públicos (PMs), e outra conduzida pelos traficantes. É preciso ter muita cautela nesse momento, principalmente para a emoção não falar mais forte do que a razão", reforçou o titular.

De acordo com Barbosa, por volta de 7h, "recebemos uma informação dos familiares do próprio Amarildo que nos procuraram e trouxeram uma pessoa aqui. Conversamos com essa pessoa, que nos levou num ponto em que a gente pudesse encontrar restos mortais que, na ideia deles, poderia ser do Amarildo". Parentes de Amarildo, inclusive um dos seus filhos, participaram dos trabalhos desta quarta-feira.

"A gente precisa de provas dentro do inquérito, e isso a gente vai construindo à medida que o tempo vai passando. A gente sabe que a sociedade e a imprensa estão cobrando, mas estamos fazendo o máximo. Policiais estão aqui desde quinta-feira sem ir para casa", completou ainda.

No total, a investigação assumida pela DH já ouviu 22 policiais militares, além de todos os familiares do pedreiro desaparecido. Uma reconstituição dos últimos passos de Amarildo dentro da comunidade da Rocinha está prevista pelo titular da DH, desde sua passagem pelo Centro de Comando e Controle (CCC) até a última vez em que ele foi visto, na sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

"Nós vamos fazer uma reconstituição. No momento oportuno, ela vai ser feita. Data a gente não sabe ainda, mas o mais rápido possível faremos isso, desde a casa dele, até a última vez em que ele foi visto", concluiu.

Desde que o pedreiro sumiu dentro da comunidade, seus familiares fazem apelos ao poder público e o caso virou uma das pautas de reivindicações dos manifestantes na onda de protestos que o Rio de Janeiro vive desde junho.

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Fonte: Terra
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