Delegada premiada assumirá delegacia especializada no Rio
Mais uma mudança na titularidade de uma delegacia especializada no Rio de Janeiro deve acontecer. A delegada Bárbara Lomba deverá assumir a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) no lugar do delegado Rodrigo Santoro.
A especializada é o principal alvo da investigação da Polícia Federal, que desencadeou no mês passado a Operação Guilhotina, prendendo policiais civis da especializada, de outras delegacias e PMs. O delegado Carlos Oliveira, que foi preso nessa operação, foi titular da Drae na época em que a PF inicou as investigações.
Bárbara e sua equipe estavam sem lotação. Titular da 15ª DP (Gávea), onde solucionou vários casos de repercussão, como o assassinato de uma atleta do Flamengo, o caso Rafael Mascarenhas, filho do atriz Cissa Guimarães, e o sumiço de uma psicóloga no Jardim Botânico, ela deixou a distrital para assumir a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). Mas na especializada, Bárbada ficou apenas três dias e saiu depois da queda do então chefe de polícia, Allan Turnowski, acusado de vazar informações sobre a Guilhotina a um agente.
Em 2010, a 15ª DP, sob direção de Bárbara, ganhou prêmio de melhor delegacia do Estado, concedido pela Altus Global Alliance, junção de cinco instituições acadêmicas ligadas à Segurança Pública e Justiça. Bárbara recebeu o prêmio na África. A unidade disputou o posto com 40 delegacias.