Criança de 3 anos e avó são atacadas por rottweiler na Mata Sul de Pernambuco; vítimas foram hospitalizadas
Durante o ataque, a mulher coloca o corpo sobre a neta para tentar protegê-la das mordidas.
Uma mulher de 54 anos e sua neta de 3 ficaram feridas após serem atacadas por um rottweiler na segunda-feira (26), em Escada, Pernambuco. A avó usou o próprio corpo para proteger a criança, que sofreu arranhões, enquanto ela teve hematomas e bateu a cabeça. Os cães fugiram após um portão ser deixado aberto acidentalmente. As vítimas foram atendidas no hospital e liberadas. O tutor dos animais prestou assistência, apresentou-se à polícia e foi autuado em flagrante por lesão corporal.
Uma criança de 3 anos e a avó dela, de 54, ficaram feridas após serem atacadas por um cachorro da raça rottweiler na manhã da segunda-feira (26), no bairro de Riacho do Navio, em Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.
As duas caminhavam pela rua quando foram surpreendidas pelo animal.
Imagens do ataque mostram o momento em que a mulher coloca o corpo sobre a neta para tentar protegê-la das mordidas.
Durante a ação, a menina aparece caída no chão, enquanto a avó tenta defendê-la. O cachorro foi contido por moradores da região.
Um segundo animal, um cachorro sem raça definida que também aparece nas imagens, não participou do ataque.
As vítimas preferiram não ser identificadas.
Em entrevista ao g1, a avó relatou que sofreu dores e ficou com hematomas espalhados pelo corpo após o episódio.
Avó tentou proteger a neta durante o ataque
A mulher contou que caminhava com a criança quando o rottweiler avançou contra as duas. Ao perceber a aproximação do animal, ela pegou a neta no colo, mas acabou caindo no chão e batendo a cabeça em uma pedra.
Segundo o relato, quando tentou se levantar, o cachorro avançou novamente em direção à menina, provocando arranhões pelo corpo dela.
Eu fui passando com a minha netinha e o cachorro veio para cima de mim. Nessa hora, eu peguei a menina e botei no meu braço, mas caí com a menina [no chão], e bati a cabeça numa pedrinha. Quando eu ia me levantar, o cachorro avançou em cima dela e não mordeu, mas arranhou ela todinha. O cachorro me atacou, e eu fui defender minha neta", contou a vítima ao g1.
Cães escaparam após portão ficar aberto
O professor Jadson Caetano informou ao g1 que os dois cachorros que aparecem nas imagens, chamados Snoll e Black, pertencem ao irmão dele, Jamison da Silva, de 41 anos.
De acordo com Jadson, os animais saíram de casa depois que o portão da residência dos pais deles, onde Jamison também mora, ficou aberto acidentalmente.
Durante a rotina da casa dos meus pais, onde Jamison também mora, o portão acabou ficando acidentalmente aberto e os cães foram para a rua. Ele deu toda a assistência necessária à senhora e à criança, que estão bem", afirmou.
Nas imagens do episódio, o tutor aparece conduzindo os animais de volta para dentro de uma residência após a avó pedir ajuda.
Ainda segundo Jadson, o irmão se apresentou voluntariamente à polícia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
Tutor foi autuado por lesão corporal
A Polícia Civil informou que Jamison da Silva foi autuado em flagrante por lesão corporal. A ocorrência resultou na lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Em nota, a Polícia Militar informou que equipes do 21º Batalhão prestaram auxílio às vítimas, que foram encaminhadas ao Hospital Regional de Escada. Os envolvidos também foram conduzidos à delegacia do município para os procedimentos necessários.
A avó e a neta foram acompanhadas por um morador da região, que também testemunhou o caso, até a unidade de saúde. As duas receberam atendimento médico e foram liberadas na tarde da segunda-feira (26).
Moradores relatam outros episódios envolvendo cães
Após o ataque, a avó afirmou que moradores do bairro já relataram outras situações em que os animais teriam corrido atrás de pessoas nas ruas.
Segundo ela, embora tenha sido a primeira vez que sofreu um ataque, a mãe da neta já teria sido perseguida anteriormente por um dos cachorros.
Comigo foi a primeira vez, mas têm relatos que eles correm atrás do povo. Um já correu atrás da mãe da minha neta. Eu já falei com ele [tutor dos cachorros] para não deixar os cachorros na rua, que isso é um perigo porque sobe muita criança para o colégio durante o dia", declarou.
A mulher demonstrou preocupação com a circulação dos animais sem supervisão, principalmente por causa da presença de crianças que passam diariamente pela região para ir à escola.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.