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Polícia

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PF apura se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após relato de site argentino

O senador teve os passaportes cancelados por ordem de Alexandre de Moraes um dia antes da investigação sobre sua possível saída do país

27 out 2026 - 10h42
(atualizado às 10h52)
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Resumo
A Polícia Federal apura se o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos via Argentina, após relato do site Infobae. Até o momento, autoridades brasileiras e argentinas não confirmaram a travessia por pontos migratórios, e aliados negam a fuga, embora relatem dificuldades para contatá-lo. A apuração ocorre após o ministro Alexandre de Moraes proibir Flávio de sair do país e ordenar a retenção de seus passaportes em investigação por suposta lavagem de dinheiro no STF.

A Polícia Federal (PF) apura se Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil após o site argentino 'Infobae' informar, na madrugada desta terça-feira (27), que o senador teria atravessado a fronteira com a Argentina e embarcado em um voo particular com destino aos Estados Unidos.

Flávio teve os passaportes cancelados por ordem de Alexandre de Moraes um dia antes da apuração sobre sua possível saída do país
Flávio teve os passaportes cancelados por ordem de Alexandre de Moraes um dia antes da apuração sobre sua possível saída do país
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil / Perfil Brasil

Até este momento, contudo, as verificações não confirmaram esse trajeto. Segundo informações publicadas pelo jornal 'O Globo' e pela 'Folha de S.Paulo', a PF não identificou passagem de Flávio por pontos regulares de migração entre os dois países.

PF verifica possível saída de Flávio Bolsonaro

De acordo com o Infobae, o senador teria chegado a Puerto Iguazú e embarcado por volta das 2h em um jato Gulfstream G400 rumo aos Estados Unidos. A 'Folha de S.Paulo' apurou que a aeronave citada pelo veículo argentino deixou Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Puerto Iguazú às 23h45. Depois desse horário, deixou de aparecer nos sistemas de rastreamento acompanhados pelo jornal.

Além de verificar os pontos de fronteira, a PF passou a analisar informações sobre voos entre Brasil e Argentina. Autoridades argentinas consultadas também não encontraram registro da entrada de Flávio no país.

Segundo o 'Bloomberg', o porta-voz do presidente Javier Milei afirmou que o senador não ingressou em território argentino. Rogério Marinho, responsável pela coordenação da campanha presidencial de Flávio, também negou a informação ao jornalista Igor Gadelha, do 'Metrópoles'.

Pessoas próximas tentam localizar o senador

Entretanto, a dúvida sobre o paradeiro do senador levou pessoas próximas e integrantes de sua equipe jurídica a tentar contato com ele nesta terça-feira. Ainda de acordo com o 'Metrópoles', até as 9h30, os procurados pelo veículo disseram que ainda não haviam conseguido falar com o senador. Os últimos contatos teriam ocorrido na segunda-feira (26).

O próprio 'Metrópoles' tentou telefonar e enviar mensagens diretamente ao parlamentar, mas não obteve resposta até aquele horário. Já O Globo procurou a assessoria de Flávio, que ainda não havia se manifestado sobre a publicação argentina.

Moraes havia proibido Flávio de deixar o país

A apuração ocorre um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cancelamento dos passaportes emitidos em nome do senador e proibi-lo de deixar o Brasil. A PF intimou Flávio a entregar os passaportes comum e diplomático, além de eventuais documentos de outras nacionalidades, no prazo de 24 horas.

A decisão faz parte de uma investigação em andamento no Supremo e também impede que o senador mantenha contato com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, "por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa".

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relacionou a apreensão dos documentos a uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O familiar havia defendido sua saída do Brasil caso fosse derrotado na eleição presidencial.

Perfil Brasil
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