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Polícia

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Policial acusado de assassinar personal trainer em Petrolina é expulso da PM

Decisão administrativa contra Murilo Ribeiro de Araújo foi publicada no Diário Oficial. Acusado pela morte de Giovanny Diniz também responde a processo criminal e aguarda júri popular.

26 out 2026 - 18h45
(atualizado às 19h12)
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Resumo
A Polícia Militar de Pernambuco expulsou Murilo Ribeiro de Araújo, acusado de assassinar a tiros o personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, de 36 anos, em outubro de 2024, em Petrolina. A corporação considerou a conduta incompatível com a ética militar. O crime, supostamente motivado por ciúmes, ocorreu em frente à casa da vítima, que era viúva e deixou três filhos. Enquanto a expulsão conclui o processo administrativo, o ex-policial já foi pronunciado e aguarda julgamento pelo júri popular.

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) expulsou Murilo Ribeiro de Araújo, acusado de assassinar o personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, de 36 anos, em Petrolina, no Sertão pernambucano. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, 24 de outubro.

O personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, de 36 anos.
O personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, de 36 anos.
Foto: Reprodução/Redes sociais / Portal de Prefeitura

Na apuração administrativa, a corporação considerou o policial culpado e concluiu que sua conduta contrariou os princípios éticos e disciplinares exigidos dos integrantes da instituição. O crime aconteceu em 21 de outubro de 2024, na frente da residência da vítima, no bairro Vila Mocó.

Giovanny foi atingido por sete disparos. Segundo a acusação, o assassinato teria sido motivado por ciúmes. O profissional de educação física era viúvo e deixou três filhos, que tinham 1, 2 e 6 anos na época.

Corporação apontou conduta incompatível

Conforme o texto publicado no Diário Oficial, a atuação de Murilo Ribeiro comprometeu gravemente a honra pessoal, o pundonor policial-militar e o decoro da classe. A exclusão foi fundamentada na avaliação de que ele praticou condutas incompatíveis com a permanência na corporação.

O pundonor militar corresponde ao dever de manter uma postura íntegra, correta e exemplar, de acordo com os padrões éticos exigidos da profissão.

A decisão ocorre na esfera administrativa da Polícia Militar. O processo criminal relacionado ao assassinato também está em andamento na Justiça de Pernambuco.

Acusado aguarda julgamento pelo júri

Murilo Ribeiro já foi pronunciado pela Justiça e deverá ser submetido a júri popular. A data do julgamento, porém, ainda não foi marcada.

A responsabilização administrativa e a expulsão da PM, portanto, antecedem o julgamento criminal do acusado.

Personal foi surpreendido na porta de casa

Giovanny estava em frente à residência onde morava quando foi surpreendido por um homem encapuzado, posteriormente identificado como Murilo Ribeiro. O autor efetuou sete disparos contra a vítima.

O assassinato ocorreu cerca de oito meses depois da morte da esposa do personal, Aila Pimenta, que também trabalhava como profissional de educação física.

Ela morreu eletrocutada dentro da casa do casal. Após perder a companheira, Giovanny ficou viúvo e, meses depois, também teve a vida interrompida, deixando os três filhos.

A defesa de Murilo Ribeiro ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Portal de Prefeitura
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