Corretora desaparecida: família suspeita que energia possa ter sido desligada propositalmente
Daiane Alves Souza foi vista pela última vez dentro do elevador do condomínio onde mora, em Caldas Novas (GO)
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza está desaparecida há 40 dias em Caldas Novas (GO), após investigar uma aparente falta de energia em seu apartamento; a família desconfia que o corte de luz foi proposital, e a polícia segue investigando o caso.
A Polícia Civil investiga o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), que sumiu há 40 dias após sair de seu apartamento para verificar a falta de energia no imóvel. Ela foi vista pela última vez dentro do elevador do condomínio onde mora, em 17 de dezembro. A família suspeita que a energia possa ter sido desligada propositalmente.
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Ao Estadão, a família de Daiane revelou que ela teria descido ao subsolo do edifício para chegar a falta de luz no seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ela entra no elevador, grava o trajeto pelo celular e depois sai, ao chegar no andar desejado.
Aparentemente, somente o imóvel da corretora estava sem luz, já que o elevador, corredores e áreas comuns estavam iluminados no momento. Por isso, a família acredita que a energia tenha sido cortada propositalmente, já que testes feitos posteriormente indicaram que a rede elétrica funcionava em perfeito estado.
“A polícia esteve aqui no meu apartamento”, afirmou a mãe de Daiane, Nilse Alves. “Eles fizeram um teste para ver se a energia elétrica poderia ter caído por algum outro problema, mas nada foi identificado”, reforçou.
Os familiares ainda apontam que ela tinha um histórico de conflitos com o síndico do condomínio. No prédio, eles possuem seis imóveis, sendo dois deles utilizados pela própria Daiane e pela mãe, enquanto os outros quatro são disponibilizados para locação.
“O síndico cuidava de vários apartamentos e a Daiane só tinha quatro para locar”, contou a Nilse. “Mas ela tinha muita facilidade em conseguir hóspedes e, como o síndico tinha vários [apartamentos], virou uma parceria. Só que houve um desentendimento entre eles”, declarou. A reportagem procurou o síndico por meio do condomínio, mas não teve retorno.
Ao Terra, a Polícia Civil informou que foi instituída uma força-tarefa destinada à apuração do caso, composta por equipes das delegacias locais, sob coordenação do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).
Nesse momento, são realizadas contínuas diligências de campo, oitivas de testemunhas, análises técnicas e demais medidas investigativas cabíveis, “visando à localização da desaparecida e à elucidação das circunstâncias do caso”.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro de Daiane Alves Sousa pode ser repassada, com garantia de sigilo absoluto, por meio do telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.

