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Polícia

Com 124 câmeras inoperantes, há apenas um registro da fuga dos detentos em presídio de Mossoró

Ao menos três relatórios mostravam uma série de falhas na segurança da Penitenciária Federal de Mossoró

19 fev 2024 - 19h05
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Das 192 câmeras de monitoramento presentes na Penitenciária Federal de Mossoró, onde ocorreu a fuga de dois detentos vinculados ao Comando Vermelho, 124 estavam inoperantes. A informação foi extraída de um relatório de maio de 2021 e divulgada pelo Fantástico, da TV Globo. Este e outros documentos reforçavam falhas na segurança do presídio.

O programa teve acesso à única imagem capturada pelo sistema de segurança do presídio da fuga de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho". Os homens aparecem como dois pontos brancos no canto inferior da tela, que apresenta pouca nitidez.

A única câmera que flagrou a fuga dos detentos possui pouca nitidez. Os homens aparecem no canto inferior esquerdo da segunda imagem.
A única câmera que flagrou a fuga dos detentos possui pouca nitidez. Os homens aparecem no canto inferior esquerdo da segunda imagem.
Foto: Reprodução/TV Globo

Anterior ao relatório de 2021, em 2019, outro documento da Divisão de Inteligência da Penitenciária Federal em Mossoró relatou que, naquele ano, um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) conseguiu fugir ao pátio, pegar a espingarda de um agente e fazer ameaças contra ele. Porém, a ação não foi registrada porque não tinham câmeras operantes na região.

Já mais recentemente, em agosto de 2023, um outro relatório mostrou que uma portinhola do presídio não trancava mais após corrosão do material. O texto dizia: "É importante mencionar que, caso algum desses presos ousem retirar a luminária de suas celas, terão acesso livre à área de segurança máxima." A forma descrita foi exatamente como ocorreu a fuga dos detentos.

Quem são os fugitivos 

Os fugitivos são Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho". Ambos são naturais do Acre e estavam sob custódia na Penitenciária Federal de Mossoró desde 27 de setembro de 2023, conforme divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na época.

No ano passado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre informou que Rogério e Deibson estavam entre os detentos envolvidos na rebelião ocorrida em julho de 2023 no presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves. Na ocasião, cinco prisioneiros foram assassinados. 

Deibson foi detido em agosto de 2015 e também cumpriu pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Ele possui condenações e é acusado de envolvimento em assaltos, furtos, roubos, homicídios e latrocínio

Já Rogério estava cumprindo pena no Acre quando foi transferido para o Rio Grande do Norte. Ambos são membros de uma organização criminosa e deveriam cumprir uma sentença de dois anos, até 25 de setembro de 2025.

O presídio federal de Mossoró foi inaugurado em 2009 e é o único localizado no Nordeste. Com uma área de 13 mil metros quadrados, abriga mais de 200 detentos e nunca havia registrado uma fuga.

Além de Mossoró, o Sistema Penitenciário Federal conta com presídios em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF), que abrigam detentos de alta periculosidade.

Fonte: Redação Terra
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