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Polícia

PF faz operação contra policiais civis do Rio suspeitos de extorquir traficantes do CV

Investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus salários

10 mar 2026 - 07h47
(atualizado às 08h19)
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PF deflagra operação contra policiais civis suspeitos de extorquir traficantes no Rio:

A Polícia Federal realiza, na manhã desta terça-feira, 10, a segunda fase da Operação Anomalia. Dessa vez, policiais civis do Rio de Janeiro são alvos de quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão. Eles são suspeitos de usar a estrutura do Estado para extorquir traficantes do Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa presente no território fluminense, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro. 

Além das prisões e buscas, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvos.

As apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício.

Os investigados fizeram movimentações milionárias, incompatíveis com seus rendimentos legais
Os investigados fizeram movimentações milionárias, incompatíveis com seus rendimentos legais
Foto: Divulgação/PF

A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários.

A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capitais.

Fonte: Portal Terra
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