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Polícia

Fugitivos de Mossoró invadem casa, fazem família refém e roubam celular

Segundo relato da família, detentos ficaram no local por cerca de quatro horas; um deles usava parte do uniforme do presídio

17 fev 2024 - 10h37
(atualizado às 11h24)
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Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento
Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento
Foto: ecretaria de Estado de Segurança Pública do Acre

Os dois detentos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, invadiram uma casa, fizeram a família refém, pediram comida e roubaram um celular na noite de sexta-feira, 16. A informação é do jornal O Globo.

Segundo investigadores, os fugitivos ficaram no local por cerca de quatro horas. Conforme relato da família, eles estavam sujos e pareciam desnorteados. Um dos detentos usava ainda a parte do uniforme do presídio.

A casa da família fica dentro do raio de 15 km da prisão, perímetro que o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que acreditava que os fugitivos estavam.

Também na sexta-feira, as equipes que realizam buscas pelos dois detentos encontraram pegadas que acreditam ser dos criminosos. No meio da vegetação, na área rural de Mossoró, ainda foram recolhidas peças de roupas, uma toalha e um lençol.

Esses itens, de acordo com os investigadores, foram retirados de uma residência situada a 7 km da penitenciária federal, que foi furtada na noite de quarta-feira, 14, o mesmo dia da fuga.

O caso marca a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que inclui cinco presídios de segurança máxima, e chamou a atenção do governo para as ações de segurança dentro das unidades. 

Na quinta-feira, 15, Lewandowski anunciou uma série de medidas, como a ampliação de sistema de alarmes; construção de muralhas; reforço de agentes de segurança; e aperfeiçoamento do sistema de entradas nos presídios, com implantação de reconhecimento facial. O Ministério da Justiça também suspendeu o banho de sol e visitas sociais e de advogados para detentos de presídios federais em todo o País.

Quem são os fugitivos 

Os fugitivos são Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, também conhecido como "Tatu" ou "Deisinho". 

Ambos são naturais do Acre e estavam sob custódia na Penitenciária Federal de Mossoró desde 27 de setembro de 2023, conforme divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na época.

No ano passado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre informou que Rogério e Deibson estavam entre os detentos envolvidos na rebelião ocorrida em julho de 2023 no presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves. Na ocasião, cinco prisioneiros foram assassinados. 

Deibson foi detido em agosto de 2015 e também cumpriu pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Ele tem condenações e é acusado de envolvimento em assaltos, furtos, roubos, homicídios e latrocínio

Já Rogério estava cumprindo pena no Acre quando foi transferido para o Rio Grande do Norte. Ambos são membros de uma organização criminosa e deveriam cumprir uma sentença de dois anos, até 25 de setembro de 2025.

O presídio federal de Mossoró foi inaugurado em 2009 e é o único localizado no Nordeste. Com uma área de 13 mil metros quadrados, abriga mais de 200 detentos e nunca havia registrado uma fuga.

Além de Mossoró, o Sistema Penitenciário Federal conta com presídios em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF), que abrigam detentos de alta periculosidade.

Fonte: Redação Terra
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