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Chacina em SP: imagens reforçam suspeitas sobre menino, diz polícia

'Tudo leva a crer que foi mesmo o menino', diz coronel da PM. Garoto teria matado os familiares, ido à escola e depois se suicidado

6 ago 2013
13h01
atualizado em 6/12/2013 às 17h31
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As imagens das câmeras de segurança da escola Stella Rodrigues reforçam as suspeitas da investigação sobre Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, que foi encontrado morto junto aos pais, à avó e à tia-avó na noite de segunda-feira, na casa da família, no bairro de Brasilândia, zona norte de São Paulo. "Tudo leva a crer que foi mesmo o menino", disse o coronel Benedito Roberto Meira, da Polícia Militar. Marcelo teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda, ido até a escola onde estudava com o automóvel da mãe, Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos,  passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segundo e se matado ao retornar para casa.

O PM afirmou que os vídeos gravados pelas câmeras mostram o carro da mãe de Marcelo sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarca às 6h30 da manhã - o indivíduo usa uma mochila e tem altura compatível à do menino. De acordo com o coronel Meira, a pessoa sai do carro e caminha em direção à escola. 

Os corpos menino Marcelo, de Andreia - que era cabo da PM -, do marido dela, Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos - sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da PM e pai do menino -, da mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e da irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos foram encontrados na noite de ontem na casa onde residiam.

A Polícia Militar participa das investigações com a Polícia Civil porque duas das vítimas eram membros da corporação. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Souza Blazeck, "a tese principal é que foi uma tragédia familiar". "A policia ainda não concluiu as investigações", afirmou ele.

Primo de vítima relata como encontrou corpos
Um primo de Andreia prestou depoimento nesta terça-feira e contou como encontrou os corpos dos familiares na noite de ontem. O homem, que é filho de Bernardete, disse que ligou para a mãe por volta do meio-dia de segunda-feira, mas ninguém atendeu. Ele tentou contato novamente por volta das 18h, e resolveu ir até a casa dos parentes para verificar o que havia acontecido.

Ao chegar à residência, o homem disse que viu um PM - ele estava no local à procura de Andreia, que havia faltado ao trabalho. O policial comunicou a outros agentes que não havia sinal de que alguém estivesse em casa. O primo de Andreia e o PM, então, entraram na residência por um portão que estava entreaberto e encontrara os cinco corpos.

No começo da tarde desta terça-feira, a polícia colhia o depoimento de outro homem considerado testemunha no caso: o pai de um colega de Marcelo, que deu carona ao menino da escola para casa ontem.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

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Fonte: Terra
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