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Polícia

Caso Juan: ex-comandante afirma que PMs estavam cumprindo ordens

11 set 2013 - 22h38
(atualizado às 22h42)
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Em depoimento no terceiro dia do julgamento dos quatro policiais militares acusados de matar o menino Juan Moraes Neves, 11 anos, e Igor Souza Afonso, em junho de 2011, em Nova Iguaçu (RJ), o coronel Sérgio Luiz Mendes Afonso, que comandava o 20º Batalhão da Polícia Militar de Mesquita na época dos crimes, afirmou que os PMs estavam cumprindo ordens e que, por questão de hierarquia, não poderiam ter se recusado a fazer o patrulhamento na comunidade, mas poderiam ter pedido reforço, se julgassem necessário.

Segundo Afonso, a PM foi acionada no dia seguinte à morte de Juan, para atuar em uma manifestação de moradores na favela Danon, em Nova Iguaçu, devido ao desaparecimento de uma criança. 

A defesa dos policiais acusados apresentou áudios do atendimento de emergência da Polícia Militar, com ligações de supostos moradores da favela em Nova Iguaçu denunciando haver tráfico de drogas no local. A identidade dos denunciantes e a veracidade dos fatos relatados por eles foram questionadas pelo representante do Ministério Público fluminense.

O segundo depoimento do dia foi do perito Miguel Arcanjo da Silva, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Em seu depoimento, Miguel explicou como chegou às conclusões sobre a trajetória das balas que atingiram tanto as vítimas quanto o beco onde os crimes ocorreram, descritas em seu laudo de reprodução simulada.

Na quinta-feira deverá ocorrer o debate entre defesa e acusação, e a sentença deve ser proferida na madrugada da sexta-feira, dia 14, segundo o planejamento feito para o julgamento. 

Policiais são acusados de morte de adolescente
Os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva são de matar o adolescente Igor Souza Afonso, 17 anos, e de tentar assassinar o irmão de Juan, Wesley Felipe Moraes da Silva, além de Wanderson dos Santos Assis. Os crimes ocorreram em junho de 2011, durante operação policial na favela Danon, em Nova Iguaçu.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os policiais teriam tentado executar as vítimas por pensarem que elas eram traficantes de drogas. O corpo do menino Juan chegou a ser retirado do local do crime e colocado em outro lugar, na tentativa de ocultar o assassinato. Os policiais serão julgados por um júri popular, que deve durar quatro dias.

Fonte: Terra
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