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Corregedor da polícia diz que Bola é suspeito de outras 2 mortes em 2008

Delegado Renato Patrício Teixeira foi dispensado pela defesa de Bola, mas chamado novamente a pedido de um dos jurados

23 abr 2013
22h57
atualizado às 23h01
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<p>Bola observa depoimento de testemunha durante seu julgamento</p>
Bola observa depoimento de testemunha durante seu julgamento
Foto: Renata Caldeira / TJMG / Divulgação

O corregedor-geral da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado Renato Patrício Teixeira, foi a terceira testemunha a depor no julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que acontece em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Teixeira disse que Bola é o suspeito de ter matado dois homens em 2008 na cidade de Esmeraldas, também na Grande BH.

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Antes do corregedor, foram ouvidos o ex-colega de cela de Bola, o detento Jailson Alves de Oliveira, e o deputado estadual Durval Angelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O corregedor-geral Renato Patricio Teixeira estava na lista de testemunhas arroladas pela defesa de Bola, mas foi dispensado. Entretanto, ele foi novamente convocado pela juíza Marixa Fabiane Lopes a pedido de um dos sete jurados.

Os dois homens que seriam vítimas do ex-policial teriam sido mortos e os corpos esquartejados no sítio onde Bola dava treinamento a policiais civis do extinto Grupo de Respostas Especiais (GRE). No último domingo, o programa Fantástico, da TV Globo, mostrou uma foto que teria sido encontrada pela polícia na casa de Bola, e na qual as vítimas estariam supostamente com uma cruz marcada na testa. Os corpos ou restos mortais dos dois homens nunca foram localizados.

Após o depoimento do corregedor-geral, a magistrada interrompeu o julgamento, que será retomado às 9h desta quarta-feira com a oitiva de mais sete pessoas. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), a sessão deve ser iniciada com o depoimento do jornalista José Cleves da Silva, testemunha arrolada pela defesa. Cleves foi investigado pelo delegado Edson Moreira, que apurava o suposto envolvimento do jornalista na morte da mulher. Ele chegou a ir a júri, mas foi absolvido após conseguir reunir provas que o inocentaram.

Em seguida, será a vez do agora vereador em Belo Horizonte, Edson Moreira, ex-delegado que chefiou as investigações do caso Eliza Samudio. Segundo o TJMG, ele vai ser ouvido como autoridade policial.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

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Fonte: Especial para Terra
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