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Advogado de Bruno diz que pretende mudar goleiro de penitenciária

Segundo o advogado, justificativa está nas últimas confusões em que o arqueiro teria se envolvido na penitenciária

25 abr 2013 21h22
| atualizado às 21h28
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<p>Defesa do goleiro pedirá transferência de Bruno de penitenciária</p>
Defesa do goleiro pedirá transferência de Bruno de penitenciária
Foto: Marcelo Albert/TJ-MG / Divulgação

O advogado do goleiro Bruno, Lúcio Adolfo, afirmou no início da noite desta quinta-feira, no fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte - onde o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é julgado nesta semana -, que pretende entrar com um pedido para tentar tirar seu cliente da penitenciária Nelson Hungria. Segundo o defensor, a justificativa para o pedido está nas últimas confusões em que o arqueiro teria se enevolvido no centro prisional e com isso está proibido de trabalhar.

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“Primeiro eu vou aguardar o pedido no STF para ele poder trabalhar, esse habeas-corpus será julgado no dia 7 de maio. Se eu não conseguir, vou esperar o Conselho Disciplinar da Penitenciária Nelson Hungria julgar o caso, para ele poder trabalhar lá dentro. Se tudo não der certo, aí sim, eu vou em busca de mudar ele de local para cumprir a pena”, argumentou.  

Adolfo explicou que busca agora que Bruno trabalhe para reduzir sua pena. “Minha estratégia é simples: quero que ele trabalhe. Eu não quero que soltem o Bruno, quero que liberem para o trabalho. Com isso ele reduz a pena”, disse.

Atestado de óbito
O criminalista Lúcio Adolfo explicou também, em conversa com a imprensa, que entrou com um pedido contra a certidão de óbito, expedida em janeiro, onde a juíza Marixa Fabiane confirmou a morte de Eliza Samudio por estrangulamento. De acordo com o defensor, o documento lhe tirou possibilidades durante o julgamento.

“Quando a juíza mandou expedir o atestado fiz uma apelação, recorri. Aquilo não era justo, porque eu ia para um julgamento onde as respostas já estavam dadas, se a Eliza estava morta e como ela foi morta. Juíza criminal não pode decidir sobre cível e muito menos da comarca de Contagem expedir certidão em Vespasiano”, finalizou.

O caso Bruno
Eliza Samudio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 após ter saído do Rio de Janeiro para ir a Minas Gerais a convite de Bruno. Vinte dias depois a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. O filho de Eliza, então com quatro meses, teria sido levado pela mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues. O menino foi achado posteriormente na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza, um motorista de ônibus denunciou o primo do goleiro como participante do crime. Apreendido, jovem de 17 anos relatou à polícia que a ex-amante de Bruno foi mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão. 

Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola seriam levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson responderiam por sequestro e cárcere privado. 

No dia 19 de novembro de 2012, foi dado início ao julgamento de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda. Dois dias depois, após mudanças na defesa do goleiro, o tribunal decidiu desmembrar o processo.  O júri condenou Macarrão, a 15 anos de prisão, e Fernanda Gomes de Castro, a cinco anos. No dia 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e seis meses terão de ser cumpridos em regime fechado. Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher do goleiro e acusada de ser cúmplice no crime, foi absolvida. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que é acusado como autor do homicídio, teve o júri marcado para abril de 2013.

Fonte: Especial para Terra
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