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Polícia

Após pico em 2020, apreensões de drogas no Porto de Santos recuam 83%: ‘Atuação mais forte da polícia’

Queda é atribuída ao reforço da fiscalização e à mudança de rotas do tráfico internacional

27 jan 2026 - 04h58
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Após pico em 2020, apreensões de drogas no Porto de Santos recuam 83%:

O volume de apreensões de drogas no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou um aumento acumulado de 216% entre 2013 e 2025, segundo dados fornecidos pela Polícia Federal. No entanto, nos últimos cinco anos, houve uma redução de aproximadamente 83% no volume apreendido. O chefe da PF de Santos, Rodrigo Perin Nardi, atribui isso ao trabalho fiscalizatório das autoridades. 

“A atuação mais forte da polícia, tanto da Federal, Civil, Polícia Rodoviária, aqui na circunscrição, a atuação fiscalizatória por parte da Receita Federal dentro das atribuições constitucionais deles também, tem ajudado a inibir um pouco”, afirma em entrevista ao Terra.

Queda é atribuída ao reforço da fiscalização e à mudança de rotas do tráfico internacional
Queda é atribuída ao reforço da fiscalização e à mudança de rotas do tráfico internacional
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Ao longo desse período, foram tiradas de circulação mais de 137 mil toneladas de cocaína, sendo a maior quantidade acumulada em 2020, com 29,381 toneladas, o que o delegado classificou como atípico. Depois disso, a quantidade caiu drasticamente. 

“O crime, quando você começa a sufocar em um ponto, é inevitável que ele comece a deslocar para outro ponto do território nacional, procurando garantir que aquela carga ilícita, que é valiosa, vá chegar ao seu destino final sem maiores problemas”, explica Nardi. 

Terminal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo
Terminal do Porto de Santos, no litoral de São Paulo
Foto: Wikicommons

A maior frequência de apreensões ocorria em cargas de contêineres e até mesmo de drogas presas em cascos de navios. Ultimamente, segundo o delegado, tem se notado uma maior utilização de pequenas embarcações para levar a droga até um ponto específico para poder encaminhar ao destino final.

Os entorpecentes apreendidos em território nacional tem como destino o leste europeu, na grande maioria das vezes, mas, eventualmente, outros países também recebem a carga ilícita, como Portugal e Espanha. “E, dependendo do local, eles entram no território europeu para depois ser disseminado com maior facilidade”, pontua. 

Trabalho de prevenção

A tecnologia é uma aliada no combate do tráfico de drogas, para além de toda a competência e experiência dos agentes na prática. A Polícia busca sempre estar um passa à frente das facções e quadrilhas, seguindo todo um regramento, desde tratado internacional até normas internas, tudo dentro da legalidade. 

“Sempre procuramos fazer um trabalho preventivo de conscientização, solicitando até a utilização de tecnologias, com a implementação de câmeras de segurança principalmente. Isso vem facilitando a atuação da Polícia Federal e inibindo também um pouco a prática do tráfico na região do Porto de Santos”, destaca. 

Quando Nardi se refere ao trabalho de prevenção, ele destaca para a prisão dos envolvidos na prática e também em evitar que a droga saia do território nacional também é um trabalho de prevenção. Nesse bolo também entra a descapitalização dessas organizações ilícitas, pois é dali que sai todo o dinheiro que financia toda uma cadeia de crimes. 

“O poderio econômico ali acaba deixando, muitas vezes, eles à frente da nossa atuação, mas isso não é impeditivo, tanto que a Polícia Federal vem de tempos em tempos procurando bater recordes em apreensões, na descapitalização, que ao meu ver é muito mais importante do que a própria apreensão de drogas”, destaca. 

“Acaba sendo um ponto de extrema importância para a gente coibir de uma forma mais eficaz esse tipo de crime”, complementa ao frisar que o  poder econômico dessas organizações conta muito na própria logística. “Então, como transportar a droga de uma forma mais segura? Vai precisar de um investimento maior”, explica. 

Como exemplo, ele cita o caso do contador Rodrigo Morgado, preso em abril e novamente em outubro do ano passado por suspeita de lavagem de dinheiro com o uso de bets vinculado ao tráfico internacional de drogas, em uma investigação conduzida por São Paulo.

“Ele levou uma quantia vultosa de dinheiro, aparentemente pelas investigações aqui, dinheiro mesmo relacionado ao crime organizado. Então, essa descapitalização é de suma importância para a gente poder deixar mais fracas essas organizações criminosas, tirar o poderio para tentar inibir esse tipo de crime”, finaliza. 

Fonte: Portal Terra
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