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Jovem que denunciou Neymar gravou vídeo, diz advogado

Imagens foram captadas em encontro após suposto crime do jogador em hotel em Paris

5 jun 2019
04h43
atualizado às 08h21
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O advogado que cuidava da denúncia contra Neymar, José Edgard da Cunha Bueno Filho, afirmou ao Estado que a possível vítima de estupro chegou a gravar um vídeo do segundo encontro entre ela e o jogador. Após renunciar ao trabalho por divergências com a cliente, ele avalia que pelas informações, o episódio se tratou de uma agressão, e não de um estupro, como trouxe a denúncia relatada em Boletim de Ocorrência no sábado. A atual advogada da vítima, Yasmin Pastore Abdalla, não retornou aos pedidos por entrevista.

Neymar, durante treino da Seleção Brasileira na Granja Comary, em Teresópolis
Neymar, durante treino da Seleção Brasileira na Granja Comary, em Teresópolis
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

A mulher que denunciou Neymar por estupro gravou mesmo um vídeo do segundo encontro entre os dois? O senhor teve acesso ao vídeo?

Eu tive acesso, não vi ele inteiro, porque a gente estava no início da avaliação. Mas eu por não estar mais no caso, não posso comentar nada a respeito dele. Seria uma falta de ética minha.

Por que o senhor não está mais com o caso?

Quando o caso foi apresentado para mim, eu, analisando as provas e tudo mais, e conversando com a cliente, entendi que o caso, por uma questão técnica, que é uma prerrogativa minha como advogado, era de agressão. Posteriormente, depois que eu renunciei ao caso, ela contratou uma outra advogada e seguiu com esse capitulação de estupro.

Como teria sido a agressão?

Pelo que eu tinha analisado, teria havido um consentimento de haver uma relação normal entre homem e mulher, sem problema algum. Durante o ato teria havido as agressões que sexual devem ser investigadas. Essa é a diferença. Desde o início a minha estratégia foi evitar exposição pública. Toda a minha condução do caso foi para isso.

Por que houve a sua renúncia ao caso?

Eu não queria apressar as coisas e fazer de uma forma midiática, que é a minha forma de atuar. Ela estava desconfortável, aflita, abalada psicologicamente. Nós tivemos uma discussão sobre a estratégia do caso, e ela fez umas considerações indevidas a meu respeito. Senti no momento que tinha quebrado a relação de confiança entre advogado e cliente. O processo de divergência começou porque ela queria fazer um boletim de ocorrência e fui contra isso.

O senhor acredita que a vítima pode ter mudado de versão quando procurou a outra advogada?

É uma questão técnica do advogado. Cada advogado tem uma opinião diante dos fatos. A própria delegada também pode ter. Mas tudo isso pode mudar depois. Mas na minha avaliação era um caso para ser de agressão.

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Estadão
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