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Papa Francisco no Brasil

Manifestantes protestam em Copacabana após discurso do Papa

26 jul 2013 - 00h04
(atualizado às 08h53)
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Ao menos 400 manifestantes que protestavam contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e contra o gasto público com a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro seguiram na noite desta quinta-feira do Leblon para Copacabana, onde um evento reuniu quase 1,5 milhão de pessoas.

O grupo, liderado por jovens com os braços entrelaçados e os rostos cobertos, partiu da região da residência de Sérgio Cabral, no Leblon, e caminhou até Copacabana, obtendo adesões ao longo do percurso, pelas ruas de Ipanema, constatou a AFP.

Aos gritos de "Vamos peregrinar em Copacabana!" - o protesto chegou à Avenida Atlântica, onde milhares de jovens católicos dançavam e cantavam na areia após o discurso de boas-vindas do Papa à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), assistido por quase 1,5 milhão de pessoas.

A polícia, que a princípio tentou impedir o avanço do grupo, terminou escoltando a manifestação, que segundo seus líderes é pacífica.

"Papa, Papa, solta o dinheiro que queremos saúde e educação", repetiam os manifestantes, em referência aos 53 milhões de reais gastos com a JMJ, em meio a insultos ao governador Sérgio Cabral e ao PMDB.

"A manifestação não é contra a JMJ, mas contra o governo de Sérgio Cabral", resumiu Romario Barbosa, um estudante de 23 anos.

Papa Francisco no Brasil

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 ocorre entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, realizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. A última edição da JMJ ocorreu em 2011, em Madri, na Espanha, e reuniu cerca de 2 milhões de pessoas, de mais de 190 países. O JMJ 2013 marca também a primeira grande visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Colaborou com esta notícia o internauta Ulysses Costa, do Rio de Janeiro (RJ), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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