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Apesar dos problemas, peregrinos dão nota 9 à JMJ do Rio

Estrutura, transporte e alimentação foram os problemas mais apontados por jovens ouvidos pelo Terra

28 jul 2013 14h00
| atualizado às 14h00
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Jovens caminham em direção a Copacabana para o evento que encerra a JMJ
Jovens caminham em direção a Copacabana para o evento que encerra a JMJ
Foto: Mauro Pimentel / Terra

A simpatia de papa Francisco e a possibilidade de conhecer pessoas de países diferentes pesou na avaliação dos peregrinos sobre a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Os fieis ouvidos pela reportagem do Terra deram, em média, nota 9 ao evento - ninguém deu 10. Sempre com uma explicação: valeu pela experiência.

"É um evento muito grande, né? Vem gente de todo o mundo. E ver o papa Francisco pela primeira vez foi uma emoção muito grande. Se me perguntassem, eu diria que vale a pena vir sim", explicou a paulista Mara Rubia Alves de Oliveira Soares, 33 anos, enfermeira.

Não é porque são jovens que eles não têm exigências mínimas. E a estrutura do evento (o que inclui a organização ineficaz), as falhas do transporte público e a alimentação ruim do kit peregrino foram os pontos mais criticados do evento por parte de quem participou.

Fiéis dormem na praia de Copacabana para Missa de Envio:

"Esses banheiros químicos são muito nojentos. E não houve nenhuma manutenção ou limpeza quando os eventos acabavam porque hoje (neste domingo) estavam horríveis, muito fedorentos. Chegava a dar vontade de ir urinar na água", disse a estudante Poliana Ferreira, de Palhoça, Santa Catarina. Apesar disso, a nota dela para a JMJ foi 8,5.

Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, todos os banheiros químicos disponíveis em Guaratiba foram levados para Copacabana. Mas não deram conta aos mais de 3 milhões de fiéis que estiveram na praia para a missa de encerramento. Houve gente que chegou a ficar mais de três horas numa fila para fazer suas necessidades fisiológicas.

A organização deixou mesmo a desejar. O peregrinos reclamaram ainda que a fila para o kit peregrino, que foi distribuído para os inscritos antes da vigília de sábado à noite, demorou demais. "A gente ficou oito horas na fila. Aí estávamos tão cansados que nem fomos para Copacabana", afirmou o auxiliar administrativo Vitor Rafael Cardoso Neto, 21 anos, de Guimarães (MA) - sua avaliação pessoal do evento: 9.

Como se não bastasse, os alimentos do kit eram todos industrializados e pouco saudáveis - de batatas fritas a barras de cereal. "Uma fruta, pelo menos, podia ter. Isso não alimenta nada. A gente come e logo está com fome. Aí, se for usar o ticket alimentação, não consegue porque os restaurantes ficavam todos lotados", contou o também estudante maranhense Israel dos Santos Oliveira, 21 (deu nota 9 à JMJ).

Fiéis apresentam o 'maior flash mob do mundo' para o Papa:

O transporte público, como admitiu o prefeito Eduardo Paes, não deu conta da demanda. E falhou em encurtar as distâncias cariocas. "Aqui é tudo muito longe. A gente teve que caminhar muito para chegar numa região que pudesse pegar ônibus. Não foi fácil", disse Helena Hernandez, espanhola que também havia participado da JMJ de Madri. Ela se hospedou em Jacarepaguá e gostou da experiência de ficar numa casa de família católica. Sua nota: 8,5.

Menos mal que os moradores e motoristas de ônibus se mostraram preparados para dar informações. Já os voluntários, não tanto. "Vimos voluntários se contradizendo um em frente ao outro. Parece que eles não estavam muito preparados. E muitas vezes eles estavam mais interessados em ver o papa que ajudar", criticou Vitor.

A segurança foi elogiada apesar de a 12ª Delegacia de Polícia - que colocou uma delegacia móvel na avenida Atlântica - ter registrado uma média de um boletim de ocorrência por furto a cada 10 minutos. Helena lembrou que foi assediada por pedintes na altura da Central do Brasil, mas não chegou a ser assaltada. Em Copacabana, segundo ela, parecia ser bastante seguro, já que havia policiamento ostensivo.

Papa Francisco no Brasil
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013 foi realizada entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. O evento, organizado a cada dois ou três anos, promove um encontro internacional de jovens católicos com o Papa. Esta edição da JMJ reuniu mais de 3 milhões de pessoas, entre elas peregrinos de 175 países. A JMJ 2013 marcou também a primeira visita internacional do papa Francisco desde sua nomeação como líder máximo da Igreja Católica, em 13 de março deste ano. A próxima edição do evento será realizada em 2016, em Cracóvia, na Polônia.

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Fonte: Terra
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