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No Rio, mulheres do MST invadem parque gráfico da Globo

8 mar 2018
16h32
atualizado às 18h30
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Em ato programado para o Dia Internacional da Mulher, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam hoje (8) pela manhã o parque gráfico do Grupo Globo. O complexo se localiza na Rodovia Washington Luíz, em Duque de Caxias, na Baixada fluminense.

De acordo com informações do MST, cerca de 800 mulheres chegaram ao local por volta de 5h30. O objetivo da ação é denunciar a atuação que julgam ser decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira.
De acordo com informações do MST, cerca de 800 mulheres chegaram ao local por volta de 5h30. O objetivo da ação é denunciar a atuação que julgam ser decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira.
Foto: TV Globo / Famosidades

A invasão começou cedo. De acordo com informações do MST, cerca de 800 mulheres chegaram ao local por volta de 5h30. O objetivo da ação é denunciar a atuação que julgam ser decisiva da empresa sobre a instabilidade política brasileira.

Além das integrantes do MST, participaram também mulheres do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Em cartazes e palavras de ordem, também houve críticas à intervenção militar na segurança pública do estado do Rio de Janeiro e à proposta da reforma da Previdência Social.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiaram a ocupação. De acordo com as entidades, integrantes do MST, alguns dos quais portando facões, promoveram baderna e vandalismo nas instalações, fazendo pichações em vidraças e paredes. Eles também teriam ateado fogo em pneus.

"É inadmissível que um grupo, que se diz defensor de causas sociais, ameace e ataque profissionais e meios de comunicação que cumprem a missão de informar a sociedade sobre assuntos de interesse público", diz a nota conjunta.

E prosseguiu: "Atos criminosos como este são próprios de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático, e não pautarão os veículos de comunicação brasileiros".

A Agência Brasil entrou em contato com o Grupo Globo, mas até o momento não obteve manifestação oficial da direção da empresa. De acordo com funcionários, medidas de precaução estão sendo adotadas em outros edifícios. Na Rua Marques de Pombal, no centro do Rio de Janeiro, por exemplo, o prédio onde fica a redação dos jornais O Globo e Extral, a portaria foi fechada.

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Agência Brasil Agência Brasil

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