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MPRS reduz emissões de gases de efeito estufa em viagens de trabalho

A instituição afirma que pretende dar continuidade ao plano de descarbonização

29 set 2026 - 08h56
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Resumo
A atualização do Inventário de Gases de Efeito Estufa do MPRS apontou uma queda de 67% nas emissões ligadas a viagens de trabalho entre 2023 e 2025. O órgão também reduziu em 16% o impacto da compra de bens e serviços e em 10% as emissões da frota própria, impulsionado pelo uso de etanol. Apesar dos avanços, o transporte de servidores, resíduos e TI seguem como os maiores focos poluentes, e a instituição planeja manter suas ações de descarbonização para induzir novas políticas públicas ambientais.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) concluiu a atualização do Inventário de Gases de Efeito Estufa da instituição, documento que identifica as principais fontes de emissão relacionadas às atividades do órgão e serve de base para ações de descarbonização e eficiência operacional. O levantamento compara os dados de 2023, quando foi elaborado o primeiro inventário, com os resultados de 2025 e aponta redução nas emissões em áreas sob controle direto do MPRS.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Entre os principais resultados está a queda de 67% nas emissões relacionadas a viagens de trabalho, atribuída à racionalização dos deslocamentos e à melhoria na coleta de dados. Também houve redução de 16% nas emissões relacionadas a bens e serviços comprados, principalmente pela menor aquisição de equipamentos de tecnologia, e de 10% na frota própria de veículos. Neste último caso, 23% dos abastecimentos de carros flex foram feitos com etanol, evitando a emissão de aproximadamente 55 toneladas de gás carbônico em dois anos.

Segundo o inventário, as maiores fontes de emissão do MPRS estão relacionadas ao deslocamento de membros e servidores entre casa e trabalho, à destinação de resíduos sólidos em aterros, à compra de equipamentos e outros bens de Tecnologia da Informação, aos efluentes e às viagens corporativas. A instituição afirma que pretende dar continuidade ao plano de descarbonização. O relatório foi elaborado pela empresa Mercado Net Zero, especializada no tema, a partir de entrevistas e análise de dados das atividades do Ministério Público.

O documento foi apresentado à Administração Superior do MPRS na sexta-feira (25). Para o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, os resultados demonstram que a instituição pode atuar como indutora de políticas públicas ambientais. Já a coordenadora do Gabinete de Mudanças Climáticas (GabClima), Sílvia Cappelli, defendeu a adesão de outras instituições públicas a iniciativas de redução de emissões. O inventário é acompanhado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) do MPRS, que participou da parceria com a Mercado Net Zero para a utilização de ferramentas tecnológicas no levantamento.

Porto Alegre 24 horas
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