Lula volta a chamar Trump de 'imperador' e critica tarifas dos EUA
Petista declarou que taxas americanas 'foram baseadas em mentiras'
Em entrevista à CNN, Lula chamou Donald Trump de "imperador", criticou as tarifas comerciais dos EUA ao Brasil e ameaçou reciprocidade, embora prefira o diálogo. O petista pediu que Washington não interfira nas eleições de outubro, as quais definiu como uma escolha entre "democracia ou barbárie". Por fim, Lula repudiou a ação militar norte-americana que deteve Nicolás Maduro, classificando a intervenção como uma grave violação da soberania da Venezuela.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a chamar seu homólogo americano, Donald Trump, de "imperador" e afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil "foram baseadas em mentiras".
O petista, que foi entrevistado nesta segunda-feira (21) pela âncora da emissora americana CNN, Christiane Amanpour, declarou que o republicano "tem um jeito de governar baseado em 'sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer'".
"Não concordo com isso. Quanto mais forte, pior. Acho que aquelas tarifas foram baseadas em mentiras", declarou Lula, que defendeu o multilateralismo e ameaçou aplicar reciprocidade contra Washington.
Em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente afirmou que não deseja "entrar em guerra com os EUA" e manifestou o desejo de negociar. Lula acrescentou que Trump não pode "impor suas vontades".
O presidente também declarou que o americano "fala muito e ouve pouco" e aconselhou Trump a lembrar que foi eleito para governar os Estados Unidos, e não para atuar como o "imperador do mundo".
Em relação às eleições presidenciais de outubro, Lula afirmou que o pleito deste ano será uma escolha entre "democracia ou barbárie". O presidente também disse estar "confortável" com o processo e afirmou "ter certeza de que ganhará".
"A realidade é que o que está em jogo hoje no Brasil não é uma escolha de pessoas ou partidos contra outros. O que está em jogo hoje é uma escolha entre termos democracia ou barbárie; uma política de conservação da natureza ou o desmatamento; uma política de inclusão social ou deixar os pobres abandonados; o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura", disse.
Lula revelou ter pedido a Trump que não interfira nas eleições brasileiras, "porque temos uma relação diplomática de mais de 200 anos e o povo brasileiro não é antiamericano".
Já sobre a Venezuela, o brasileiro criticou a operação militar das forças americanas que prendeu o ex-presidente Nicolás Maduro e o levou a uma prisão nos EUA, onde aguarda julgamento.
"É muito grave o que os EUA fizeram com a Venezuela. Em cada documento que lemos, nos acordos, parece que os EUA são o grande chefe da Venezuela. A soberania do país acabou. Isso não é bom", concluiu. .
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.