Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil

Publicidade

Lula volta a chamar Trump de 'imperador' e critica tarifas dos EUA

Petista declarou que taxas americanas 'foram baseadas em mentiras'

21 set 2026 - 17h05
(atualizado às 17h10)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Em entrevista à CNN, Lula chamou Donald Trump de "imperador", criticou as tarifas comerciais dos EUA ao Brasil e ameaçou reciprocidade, embora prefira o diálogo. O petista pediu que Washington não interfira nas eleições de outubro, as quais definiu como uma escolha entre "democracia ou barbárie". Por fim, Lula repudiou a ação militar norte-americana que deteve Nicolás Maduro, classificando a intervenção como uma grave violação da soberania da Venezuela.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a chamar seu homólogo americano, Donald Trump, de "imperador" e afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil "foram baseadas em mentiras".

Petista declarou que taxas americanas 'foram baseadas em mentiras'
Petista declarou que taxas americanas 'foram baseadas em mentiras'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O petista, que foi entrevistado nesta segunda-feira (21) pela âncora da emissora americana CNN, Christiane Amanpour, declarou que o republicano "tem um jeito de governar baseado em 'sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer'".

"Não concordo com isso. Quanto mais forte, pior. Acho que aquelas tarifas foram baseadas em mentiras", declarou Lula, que defendeu o multilateralismo e ameaçou aplicar reciprocidade contra Washington.

Em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente afirmou que não deseja "entrar em guerra com os EUA" e manifestou o desejo de negociar. Lula acrescentou que Trump não pode "impor suas vontades".

O presidente também declarou que o americano "fala muito e ouve pouco" e aconselhou Trump a lembrar que foi eleito para governar os Estados Unidos, e não para atuar como o "imperador do mundo".

Em relação às eleições presidenciais de outubro, Lula afirmou que o pleito deste ano será uma escolha entre "democracia ou barbárie". O presidente também disse estar "confortável" com o processo e afirmou "ter certeza de que ganhará".

"A realidade é que o que está em jogo hoje no Brasil não é uma escolha de pessoas ou partidos contra outros. O que está em jogo hoje é uma escolha entre termos democracia ou barbárie; uma política de conservação da natureza ou o desmatamento; uma política de inclusão social ou deixar os pobres abandonados; o fortalecimento da cultura ou o fim da cultura", disse.

Lula revelou ter pedido a Trump que não interfira nas eleições brasileiras, "porque temos uma relação diplomática de mais de 200 anos e o povo brasileiro não é antiamericano".

Já sobre a Venezuela, o brasileiro criticou a operação militar das forças americanas que prendeu o ex-presidente Nicolás Maduro e o levou a uma prisão nos EUA, onde aguarda julgamento.

"É muito grave o que os EUA fizeram com a Venezuela. Em cada documento que lemos, nos acordos, parece que os EUA são o grande chefe da Venezuela. A soberania do país acabou. Isso não é bom", concluiu. .

Ansa - Brasil
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra