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Lula nega que tenha armado bomba fiscal com medidas recentes

19 out 2026 - 21h16
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Resumo
O presidente Lula rebateu críticas do mercado financeiro e negou que ações recentes, como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas do MEI, representem uma bomba fiscal. Ele assegurou que os gastos cabem no orçamento e reafirmou sua responsabilidade fiscal. Em suporte, o Ministério do Planejamento informou que remanejará cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para acomodar os novos custos, preservando o limite total de despesas e as metas fiscais sem extrapolar o teto de gastos.

O presidente Luiz ‌Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, negou nesta segunda-feira que medidas adotadas por seu governo nos últimos dias como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de ⁠dívidas de microempreendedores individuais (MEI) sejam uma bomba fiscal ‌e afirmou que há espaço no orçamento para todas elas.

"Eu não sei de onde ‌você tirou essa ideia ‌de que é uma bomba que vai ⁠estourar...Não é bomba", disse o presidente a uma das jornalistas que o entrevistava.

"Tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais e no orçamento", afirmou.

Especialistas do mercado financeiro avaliam ‌as medidas como eleitoreiras e consideram que devem ‌impactar negativamente ⁠as contas ⁠públicas.

"Eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima. ⁠Responsabilidade eu tenho, ‌porque eu sei ‌como pai de família, como trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não ⁠tem e portanto nós estamos gastando aquilo que nós sabemos que é possível fazer e vamos fazer", disse Lula, na entrevista.

Mais cedo nesta segunda-feira, ‌Ministério do Planejamento e Orçamento informou em nota à imprensa que deve remanejar cerca de ⁠R$20 bilhões das contas federais de 2027 para acomodar medidas adotadas recentemente, destacando que o valor corresponde a pouco mais de 1% do total de despesas sujeitas ao limite de gastos.

Sem detalhar a quais ações esse impacto se refere, a pasta disse na nota que os ajustes serão propostos ao Congresso Nacional mantendo o limite total das despesas e a meta de resultado primário.

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