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Política

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Lula diz que nunca pediu favores a ministros indicados por ele ao STF

19 out 2026 - 21h02
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Resumo
Em sabatina ao SBT, o presidente Lula afirmou que nunca pediu favores aos ministros que indicou ao STF e minimizou o desgaste pela rejeição de Jorge Messias pelo Senado. Diante da crise institucional gerada por suspeitas de elos entre magistrados e um banqueiro, que Lula avalia ter afetado sua eleição, o petista voltou a defender uma reforma no Judiciário, sugerindo a criação de mandatos fixos para a Corte e a escolha de nomes por meio de um conselho integrado pela sociedade civil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira, 19, em sabatina para o SBT que nunca pediu favores para ministros da Suprema Corte que foram indicados por ele.

"Nunca pedi um favor a um ministro da Suprema Corte. Nunca pedi e não vou pedir porque, quando eu indico uma pessoa ao cargo, é para ele cumprir o que está na Constituição e não para atender os interesses do presidente da República", disse Lula.

Na atual composição dos 11 ministros do STF, quatro foram indicados por Lula nos três mandatos dele: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Flávio Dino.

O presidente disse também que não teve desgastes políticos quando o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado para ocupar a cadeira de Luís Roberto Barroso. Foi a primeira vez em 132 anos que houve uma negativa do Legislativo.

"Não tive desgaste nenhum com a indicação do Messias, quem teve desgaste foi quem não aprovou, não fui eu. Eu indiquei um nome que, juridicamente, tem toda a competência para ser ministro da Suprema Corte", disse Lula.

Nos bastidores, o presidente considera que o resultado dele no primeiro turno da eleição foi diretamente afetado pela crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) após a revelação de relações entre ministros e o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.

Na sabatina desta segunda-feira, 19, Lula voltou a defender uma reforma no Poder Judiciário, pauta que ele adotou após o início da crise no STF. As medidas propostas por Lula são a escolha de magistrados a partir de um conselho composto por membros da sociedade civil e a estipulação de mandatos.

Estadão
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