Influenciador condenado por ridicularizar bebê pede a juiz para reconsiderar multa de R$ 70 mil por falta de dinheiro
A decisão pela condenação do influenciador foi tomada em junho do ano passado pelo juiz Ricardo Dal Pizzo
O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, pediu para a Justiça de São Paulo reconsiderar a decisão que o condenou a pagar R$ 70 mil a uma criança e à mãe dela por ridicularizar a imagem da garota em um vídeo no Youtube. Durante live na noite da última segunda-feira, 2, Orachinho afirmou que não tem dinheiro para pagar e pediu que a decisão seja reavaliada.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A decisão pela condenação do influenciador foi tomada em junho do ano passado pelo juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do TJSP, que determinou a remoção do conteúdo da plataforma. O magistrado entendeu que o vídeo, publicado com o título “O tal bebê”, ultrapassou os limites da liberdade de expressão e representou uma ofensa clara à honra da criança e de sua mãe.
O processo foi movido depois que a mãe relatou que, desde 2022, quando compartilhou imagens da filha recém-nascida nas redes sociais, a menina passou a ser alvo de comentários ofensivos sobre sua aparência. Segundo ela, traços físicos da bebê foram distorcidos em publicações e vídeos que tinham o objetivo de ridicularizá-la.
“Pelas manchetes faz parecer que eu faço bullying com bebê, mas acho que convém avisar que não é bem assim. Sou uma pessoa que respeita todo mundo. Amo crianças, amo bebês e amo a cultura das crianças”, disse Orochinho na live de segunda-feira para os seus mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube.
O influenciador ainda aproveitou a live para fazer um apelo ao magistrado. “Você acha mesmo, meritíssimo, que eu não gosto dos bebezinhos? Você acha mesmo? Olha pra mim. Por favor, reconsidere. Não estou com esse dinheiro agora. Por favor, reconsidere”, disse, enquanto interagia com a barriga de uma grávida.
Relembre o caso
À época, o vídeo de Orochinho alcançou mais de 300 mil visualizações e rapidamente viralizou entre os internautas. No vídeo, o youtuber reage a uma reportagem sobre como a aparência de uma recém-nascida virou alvo de chacota e “memes” nas redes sociais.
Segundo a Justiça de São Paulo, a publicação de Orochinho ultrapassou o direito de expressão e feriu a imagem da mãe e da filha, vítimas de “clara ofensa” e “comentários negativos relacionados exclusivamente à aparência”.
A decisão condenou Orochinho a indenizar cada uma das vítimas em R$ 35 mil – corrigidos em mais de R$ 40 mil – e determinou que o Google, responsável por administrar a plataforma, removesse o vídeo do ar.