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Hospital de Porto Alegre realiza a primeira cirurgia robótica intracardíaca do Rio Grande do Sul

O Hospital Moinhos de Vento realizou, no último dia 26, a primeira cirurgia cardíaca robótica intracardíaca do Rio Grande do Sul. O paciente, um homem de 48 anos, foi submetido a uma plastia da válvula mitral, procedimento que reconstrói a válvula para corrigir uma insuficiência que provocava refluxo de sangue dentro do coração. Ele se […]

2 nov 2026 - 14h31
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Resumo
O Hospital Moinhos de Vento fez a primeira cirurgia cardíaca robótica intracardíaca do RS ao corrigir a válvula mitral de um homem de 48 anos. Coordenado pelos cirurgiões Eduardo e Rodrigo Saadi, o procedimento minimamente invasivo é guiado por console tridimensional e braços robóticos, reduzindo o trauma cirúrgico e acelerando a recuperação. A técnica pioneira no estado também pode tratar doenças coronarianas, tumores e cardiopatias congênitas em casos selecionados. O paciente passa bem.

O Hospital Moinhos de Vento realizou, no último dia 26, a primeira cirurgia cardíaca robótica intracardíaca do Rio Grande do Sul. O paciente, um homem de 48 anos, foi submetido a uma plastia da válvula mitral, procedimento que reconstrói a válvula para corrigir uma insuficiência que provocava refluxo de sangue dentro do coração. Ele se recupera bem e deve receber alta nos próximos dias.

Na cirurgia cardíaca convencional, o acesso ao coração é feito pela abertura do esterno, o osso do peito. No procedimento robótico, os instrumentos são introduzidos por pequenas incisões no tórax.

O robô não opera de forma autônoma. O cirurgião controla os instrumentos a partir de um console, com visão tridimensional ampliada do campo operatório, e os braços robóticos reproduzem seus movimentos.

"O robô nos dá uma visão ampliada e permite movimentos muito finos dentro do coração, o que é importante numa reconstrução como a da válvula mitral", explica o cirurgião cardiovascular Eduardo Saadi, que coordenou o procedimento. Em pacientes com indicação, a abordagem pode resultar em menor trauma cirúrgico, menos dor e recuperação mais rápida.

Preparação

A cirurgia foi coordenada pelos cirurgiões cardiovasculares Eduardo Saadi e Rodrigo Saadi. A preparação envolveu a direção do hospital, a chefia da área cirúrgica e de robótica, a cargo de André Berger, e as equipes de anestesia, perfusão, ecocardiografia e enfermagem.

"Um procedimento desse tipo depende de meses de preparação e do trabalho conjunto de várias equipes. A partir de agora, pacientes do estado que têm indicação para a técnica podem fazer a cirurgia aqui, sem precisar buscar outros centros do país", diz o superintendente médico do Moinhos de Vento, Luiz Antonio Nasi.

Natural de Caxias do Sul e residente em Lajeado, Eduardo Menegazzi também relata a tranquilidade com que decidiu realizar o procedimento e a evolução positiva no pós-operatório. "Não tive nenhuma desconfiança em fazer a cirurgia, até pelas recomendações que recebi. Estou praticamente recuperado. Caminho sozinho, tomo banho sozinho e estou respirando normalmente. Ainda sinto um pouco de dor em alguns momentos, mas nada que me impeça de fazer as coisas", conta.

Outras aplicações

Em casos selecionados, a cirurgia cardíaca robótica também pode ser usada no tratamento de: doenças das válvulas mitral, tricúspide e aórtica; doença coronariana, com revascularização do miocárdio (pontes de safena e mamária); defeitos congênitos do septo cardíaco, como a comunicação interatrial (CIA); tumores cardíacos e doenças do pericárdio.

"Nem todo paciente com doença valvar é candidato à cirurgia robótica. A indicação depende da anatomia e do quadro clínico de cada um e é definida em conjunto pela cardiologia e pela cirurgia", afirma a chefe do Serviço de Cardiologia do hospital, Carisi Anne Polanczyk.

Porto Alegre 24 horas
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