Homem segue desaparecido após casal confundir acesso a rio com estrada alagada no MS
Imagens mostram tentativa de marcha à ré segundos depois que a caminhonete entrou na água
Homem segue desaparecido após caminhonete, ocupada por ele e sua esposa, cair acidentalmente em rio no MS; corpo da mulher foi encontrado, e investigações indicam que o casal confundiu a rampa do rio com uma estrada alagada.
As buscas por João Luiz dos Santos, de 56 anos, continuam nesta quarta-feira, 4, após a caminhonete em que ele estava com a esposa, Estela Tomazetto, de 48, cair no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina (MS), na noite de domingo, 1. O corpo da mulher foi encontrado dentro do veículo, enquanto o marido segue desaparecido.
De acordo com informações confirmadas pelo Terra com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, as autoridades consideram que a entrada da caminhonete no rio foi acidental, hipótese reforçada pela análise das câmeras de segurança.
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A principal suspeita é que o casal, que é do Paraná e trabalhava em uma fazenda da região, tenha confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho de estrada alagado.
Segundo a polícia, havia pontos de vias próximas em que a água chegava à altura das rodas de caminhonetes, o que pode ter dificultado a percepção do declive.
Ambos não moravam nem estavam hospedados no condomínio fechado onde ocorreu o acidente e teriam entrado no local por engano. A investigação também apura se o casal teria consumido bebidas alcoólicas ao longo do dia.
As imagens analisadas mostram que, cerca de quatro segundos depois de entrar na água, o motorista acionou o freio e engatou a marcha à ré, movimento identificado pelas luzes traseiras do veículo. Para os investigadores, a manobra indica que João Luiz percebeu o erro e tentou retornar, mas não conseguiu evitar que a caminhonete afundasse.
A análise também mostra Estela sentada no banco e segurando a alça de segurança, sem sinais de que estivesse sendo contida ou forçada a permanecer no veículo. Os gritos de socorro teriam começado apenas depois que a caminhonete entrou na água.
A Polícia Civil também ressalta que o alagamento da rampa dificultava a identificação do declive e, poucos segundos após a entrada no rio, a água já havia invadido a cabine e coberto a porta, dificultando a abertura.
A perícia não identificou sinais de que o casal tenha conseguido sair da caminhonete, cuja porta teria se aberto somente depois que o veículo chegou ao fundo do rio. A força da correnteza deslocou o automóvel por aproximadamente 40 metros.
Por fim, as autoridades afirmam não ter encontrado histórico de violência entre o casal nem indícios de morte intencional. As buscas por João Luiz continuam, enquanto a investigação segue apurando as circunstâncias do acidente.

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