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Greve de ônibus pega população desprevenida no Recife

26 jun 2009 - 09h45
(atualizado às 10h07)
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Paradas de ônibus cheias e longo tempo de espera marcaram a manhã de quem precisou ir para o trabalho nesta sexta-feira no Recife e região metropolitana devido à greve dos rodoviários. A paralisação teve início da noite de ontem, em assembleia, depois de uma tarde inteira de negociações com a classe patronal. Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, que regula o transporte coletivo na região, 2,3 mil ônibus vão circular ao longo do dia, sendo que pela manhã 1,1 mil foram mobilizados.

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Quem foi à parada logo cedo sentiu a dificuldade de pegar um coletivo. Foi o caso do vendedor Geraldo Vilela Santos, 38 anos, que esperou 30 minutos no ponto de ônibus e soube da greve pela manhã. "Só fiquei sabendo agora da greve, por isso não passou um coletivo até agora. Quando vier, vai chegar lotado e vou ter que tentar ir mesmo assim", afirmou.

A dona de casa Maria de Lourdes Ramos, 65 anos, estava com exames marcados para a manhã de hoje no Hospital Getúlio Vargas, no Recife. "Acho que vou desistir de ir, já estou aqui há 30 minutos e não passa um ônibus", disse ela.

Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus decretaram greve por tempo indeterminado depois de tentarem mais uma negociação com os empresários do setor. A categoria, segundo o Sindicato dos Rodoviários, reivindica aumento salarial de 13,5%, enquanto que os patrões ofereceram 4,47%. Ainda de acordo com o sindicato, os rodoviários somam hoje cerca de 33 mil pessoas.

A maioria dos ônibus está sendo conduzida por motoristas que foram convocados de última hora para trabalhar, em substituição aos grevistas.

Segundo o diretor de operações do Grande Recife Consórcio, Manuel Marinho, a área mais prejudicada com a paralisação é a zona sul do Recife e região metropolitana. "(Nas) empresas que atendem aos bairros de Boa Viagem, Piedade e Candeias (...) há o registro de maior adesão ao movimento, por isso, estamos deslocando veículos de outras operadoras para circular nessas linhas".

A greve atinge diretamente 1,8 mil pessoas em toda região metropolitana e a situação fica pior com a paralisação dos metroviários, que hoje entra no quarto dia.

ônibus está em circulação. Entretanto, algumas linhas estão bastante prejudicadas, como a Joana Bezerra-Boa Viagem que, de acordo com informações de fiscais, está com 4 dos 19 ônibus em atuação. O presidente do consórcio, Dílson Peixoto, acredita que o movimento pode ser finalizado ainda hoje, pois, segundo Peixoto, a deflagração da greve não respeitou os prazos legais para ser realizada. "Os rodoviários sabem que essa greve é ilegal e foi decidida por uma minoria", afirmou.

À tarde haverá uma nova rodada de negociação na Procuradoria Geral do Trabalho, entre os empresários e o Sindicato dos Rodoviários. "Temos a expectativa de que consigamos fechar um acordo nesse encontro", disse Dilson Peixoto. Para garantir a circulação dos ônibus, foram mobilizados 700 policiais militares que estão distribuídos nos principais pontos da região metropolitana.

Um incidente apenas foi registrado, no bairro de Boa Viagem, onde uma pessoa teria jogado uma pedra contra o vidro de um coletivo na avenida Domingo Ferreira. Segundo o Grande Recife Consórcio, não houve vítimas. A polícia chegou rapidamente ao local, mas não conseguiu prender o responsável.

Fonte: Especial para Terra
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