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Governo Lula anuncia projeto de lei que prevê perdão a dívidas de MEIs

Pacote de medidas foi anunciado a 12 dias da eleição

13 out 2026 - 17h45
(atualizado às 17h52)
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Resumo
Na reta final do segundo turno das Eleições 2026, o governo Lula anunciou um projeto de lei para perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias de MEIs, além de prever renegociação de débitos bancários e aumento do teto de faturamento. Paralelamente, em disputa pelo eleitorado, o candidato da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), mudou de postura e declarou apoio à PEC que extingue a jornada de trabalho 6x1 no Senado, decisão que o presidente atribuiu à forte pressão popular e a atos públicos recentes.

A poucos dias da votação do segundo turno das Eleições 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEIs), que prevê o perdão integral de débitos tributários acumulados pela categoria.

Pacote de medidas foi anunciado a 12 dias da eleição
Pacote de medidas foi anunciado a 12 dias da eleição
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira, detalhou que o projeto de lei, se aprovado pelo Congresso Nacional, concederá o perdão de ao menos R$ 12,6 bilhões em dívidas.

O conjunto de medidas abrange ainda a renegociação e compra de débitos bancários, a dispensa de emissão de nota fiscal para determinadas operações e o reajuste do teto anual de faturamento da categoria.

Durante a solenidade de anúncio, Lula ressaltou que o endividamento compromete o faturamento e bloqueia o acesso dos microempreendedores ao crédito no sistema financeiro. O presidente enfatizou que o perdão oferecerá fôlego financeiro para a retomada dos pequenos negócios.

"Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para que não morram asfixiados. Estamos retribuindo o depósito de confiança que os MEIs colocaram no país", declarou o presidente.

Em aceno paralelo ao eleitorado na reta final da campanha, o senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, anunciou que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho na escala 6x1, em tramitação no Senado Federal. O parlamentar afirmou que alinhou seu posicionamento "à vontade da maioria da população".

"Estou percorrendo o Brasil e vejo que a maioria dos trabalhadores defende o fim da escala 6x1. Votarei a favor da proposta, mas defendemos condições ainda melhores para o trabalhador", afirmou o candidato do PL, após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Lula atribuiu a mudança de postura do adversário e do Partido Liberal à pressão popular e aos atos públicos realizados no país, a exemplo da manifestação registrada no domingo (12) na Avenida Paulista, em São Paulo. Anteriormente, Flávio figurava entre os principais críticos da flexibilização da jornada de trabalho. 

Ansa - Brasil
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