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Política

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Flávio age de má-fé e induz Kassio Nunes Marques ao erro, diz André Janones

13 out 2026 - 18h03
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Resumo
O deputado André Janones acusou o senador Flávio Bolsonaro de má-fé por mentir à Justiça e induzir o ministro Kassio Nunes Marques, do TSE, a bloquear o canal "Exército do Lula" no WhatsApp. Mesmo após Nunes Marques autorizar o restabelecimento do grupo em até 48 horas, Janones apontou que a suspensão compromete a mobilização eleitoral de mais de 4 milhões de membros. O parlamentar defendeu ainda que o Judiciário recorra a especialistas técnicos para julgar casos ligados a redes sociais.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta terça-feira, 13, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) age com "litigância de má-fé" para "induzir" as decisões do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. O parlamentar é o criador do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, alvo de um vaivém de decisões judiciais nos últimos dias.

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Janones disse que, mesmo com a mudança de entendimento de Nunes Marques que permite o retorno do canal de transmissão - com mais de quatro milhões de participantes - em até 48 horas, a ação do presidente da Corte será prejudicial à mobilização do eleitorado durante a votação da PEC pelo fim da escala de trabalho 6X1 no Senado.

"Flávio Bolsonaro induziu o ministro ao erro. Ele utilizou de má-fé, de litigância de má-fé. Ele mentiu nos autos, dizendo para o ministro que teria sido publicada alguma fake news no canal. O grande vilão dessa história, o censurador dessa história, se chama Flávio Bolsonaro", disse nesta terça-feira, 13, quando chegava na reunião marcada pelo PT com os presidentes de partidos coligados e lideranças de partidos apoiadores da campanha de Lula. "Numa eleição de 12 dias, 48 horas são 20% do que a gente ainda tem de prazo até a eleição."

Janones afirmou que o Judiciário precisa ficar mais atento e recorrer à profissionais técnicos, que entendam do funcionamento das redes sociais para tratar do tema. "Os ministros podem não ter uma familiaridade de como funciona o mecanismo das redes sociais, mas os técnicos têm", disse.

Estadão
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