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Golpista do RS com mais de 120 processos é preso pela Polícia

Polícia Civil prende homem com mais de 120 processos por estelionato e falsificação de documentos após denúncia anônima.

7 abr 2023 - 12h14
(atualizado às 12h24)
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Na manhã desta quarta-feira (05.04), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Barra do Garças em Cuiabá, deflagrou a Operação Estelião para cumprir duas ordens judiciais expedidas contra um homem investigado por diversos crimes, em especial falsificação de documentos e estelionato. O suspeito responde a mais de 120 processos nas esferas criminal, civil e fiscal, relacionados a crimes como falsificação de documentos públicos e particulares, receptação, uso de documento falso, falsidade ideológica, formação de quadrilha, estelionato, entre outros.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

A operação tinha como objetivo dar cumprimento a mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar expedidos pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças. A ação contou com o apoio operacional da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, do Núcleo de Inteligência, do Instituto de Identificação de Barra do Garças e da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

As investigações começaram após uma denúncia anônima de que o suspeito estava residindo no município, utilizando documentos falsos. Com base nas informações, foram realizadas diversas diligências, e os policiais conseguiram identificar o suspeito e levantar seu endereço. Durante as buscas, foram localizados diversos documentos falsificados, incluindo RG, CPF, título de eleitor, CNH, passaporte, carteira de trabalho e cartão do SUS.

Na residência do investigado, foi encontrado um "escritório" em seu quarto com computadores e impressoras coloridas, além de material indicando a falsificação de outros documentos em nome de terceiros, os quais seriam utilizados em estelionatos bancários. O suspeito possui executivo de pena no Estado do Rio Grande do Sul que ultrapassa 23 anos de prisão, além de responder a mais de 120 processos junto ao Poder Judiciário no Estado, nas esferas criminal, cível ou fiscal.

O processo corre em segredo de justiça e, com a prisão do suspeito, poderá haver novos desdobramentos. A operação recebeu o nome de Estelião em referência a uma espécie de lagarto que em suas costas possui manchas parecidas. Historiadores dizem que a palavra "estelionato" derivou deste réptil, e nas civilizações antigas, as pessoas espertalhonas, velhacas e enganadoras eram comparadas ao referido animal.

Porto Alegre 24 horas
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