Quem é a mulher de 37 anos presa por enganar família ao fingir ser criança de 12
A suspeita confessou ter se passado por adolescente para ser 'adotada' por uma família de Joinville
Uma mulher de 37 anos foi presa na última terça-feira, 2, em Joinville, após ter fingido ser uma adolescente de 12 para ser "adotada" por uma família da região. Amanda Maria confessou ter se passado por menor de idade. Ela é reincidente nesse crime e enfrenta outros processos por falsidade ideológica.
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Em 2023, ela foi presa em Nova Iguaçu (RJ) por aplicar um golpe semelhante. Ela fingiu ser uma adolescente vítima de uma rede de prostituição e de abusos para ser acolhida e sustentada por uma mulher.
Amanda tem registros em diferentes estados brasileiros, como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Ceará, pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato e difamação. Ela costuma se apresentar como menor de idade e alegar ser vítima de abusos,como exploração sexual ou até práticas de bruxaria, para obter acolhimento em programas sociais, abrigos, instituições religiosas e junto a famílias.
Segundo reportagem da Record, na época da prisão em 2023, a delegada Mônica Areal, responsável pelo caso, afirmou que Amanda poderia ter algum distúrbio, mas não descartava a hipótese de que a suspeita agisse de forma consciente para obter vantagens
"Ela tem roupa, as melhores comidas — porque ela só queria um tipo de iogurte, de chocolate —, casa montada e celular na mão. Inclusive, a gente viu as pesquisas no celular dela: 'Como fazer desenhos de pessoas deprimidas'. Ela fazia para enganar as vítimas. 'Como imitar pessoas autistas'. Ela fazia para enganar. E, à noite, quando achavam que ela tinha crises de ansiedade, ela estava visitando sites pornográficos", disse a delegada na ocasião.
Prisão em Santa Catarina
Amanda Maria foi presa nesta semana após enganar uma família de Joinville, com quem viveu durante 14 meses, fingindo ter 12 anos. Ela afirmava ter autismo e outras condições clínicas e justificava a aparência adulta alegando que foi forçada a usar hormônios quando era criança.
Segundo a Polícia Civil, ela ainda dissimulava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando rotineiramente mamadeiras, chupetas e um "cheirinho" para dormir.
Em entrevista ao G1, o delegado contou que a família enganada procurou a polícia após uma parente descobrir o crime. "Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que teve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo".
A suspeita deverá responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Ela confessou o crime à polícia durante o interrogatório. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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