Fotos mostram que brasileiro escalou monte antes de morrer
O Itamaraty informou que uma máquina fotográfica foi encontrada ao lado do corpo do economista brasileiro que morreu no monte Mulanje, no Malauí, África. As fotos indicam que Gabriel Buchmann, 28 anos, havia atingido o pico Sapitwa, que era o seu objetivo. A última foto tem a data de 19 de julho e ele estava desaparecido desde o dia 18.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, não há informação sobre as condições do corpo quando foi encontrado, na quarta-feira. A namorada do jovem, Cristina Reis, e seu irmão, André Reis, acompanharam a expedição de busca e resgate.
O corpo foi levado para um refúgio na região do Lichenya e passou a noite no local. Nesta manhã, o grupo iniciou o traslado do corpo para Mulange, onde fica a base de apoio do Parque Nacional do monte.
O corpo chegou na base às 14h em horário local (12h em Brasília), onde seria feita a necropsia, mas acabou encaminhado para um hospital em Blantyre, onde foram feitos exames necrológicos para identificar as causas da morte.
O Itamaraty informou ainda que não tem informações sobre o traslado do corpo, mas disse que o governo não tem autorização legal para pagar o transporte, que deve ser feito pela família. O ministério afirmou ter pago parte das buscas pelo jovem.
Ao iniciar a escalada do Monte Mulanje, Buchmann teria dispensado um guia local e seguido sozinho. Em seguida, parou de dar notícias à família. Na quarta-feira, diplomatas franceses fizeram o anúncio da morte do brasileiro aos familiares.
O economista, que era morador do Leblon e também tinha nacionalidade francesa, viajava desde julho de 2008 e havia passado por 60 países. Ele tinha mestrado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e cursava doutorado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.