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FAB: 5 aviões aguardam permissão para pousar no Haiti

15 jan 2010 - 21h22
(atualizado às 23h26)
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A Força Aérea Brasileira (FAB) informou na noite desta sexta-feira que foram transportados 140 passageiros e mais de 80 t de carga ao Haiti por meio de aviões brasileiros. Três aeronaves da FAB já pousaram em Porto Príncipe, capital do país, e já retornaram. Outras cinco estão a caminho com suprimentos, equipes médicas, material de apoio e o Hospital de Campanha da FAB. Três delas aguardam em San Domingo, na República Dominicana, autorização para pouso no Haiti. Outros dois aviões esperam em Boa Vista (RR).

Moradores sacam supermercados em busca de alimentos
Moradores sacam supermercados em busca de alimentos
Foto: AP

Nesta sexta-feira, às 15h55, um avião C-130 Hércules decolou da Base Aérea do Galeão com suprimentos. Nesta madrugada e na noite de quinta, outras quatro aeronaves do mesmo modelo também partiram com suprimentos e militares para a instalação do Hospital de Campanha (HCAMP) e de uma Unidade Celular de Intendência (UCI) em Porto Príncipe.

Também na quinta, um Boeing 707 decolou do Galeão e fez escala em Brasília antes de seguir para Porto Príncipe. Cinquenta e um bombeiros, quatro cães farejadores, equipamentos de resgate e suprimentos foram enviados ao Haiti. O avião voltou ao Brasil hoje, pousando no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, trazendo a bordo 16 militares brasileiros feridos que foram encaminhados para o Hospital Geral do Exército em São Paulo.

Na quarta-feira, segundo a Aeronáutica, seguiu para Porto Príncipe uma aeronave VC-2, transportando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, além de outras autoridades. O VC-2 retornou ao Brasil às 3h30 de hoje, trazendo o corpo de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança.

Também na quarta, decolou da Base Aérea do Galeão o primeiro C-130 Hércules. A aeronave transportou para o Haiti 13 t de alimentos, água e remédios, retornando ao Brasil às 12h de quinta-feira com 14 brasileiros.

Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. Estimativas mais recentes do governo haitiano falam em mais de 200 mil mortos e 50 mil corpos já enterrados. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes do Exército chegaram na noite de quarta-feira à base brasileira no país para liderar os trabalhos do contingente militar brasileiro no Haiti. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o país. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

O Brasil no Haiti

O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Fonte: Redação Terra
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