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Em Belo Horizonte, manifestantes marcham rumo ao Mineirão

22 jun 2013 - 17h04
(atualizado às 17h06)
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Cerca de 15 mil manifestantes iniciaram neste sábado uma manifestação rumo ao Mineirão, em Belo Horizonte, onde Japão e México disputam uma partida válida pela Copa das Confederações, para protestar contra os elevados custos do Governo com eventos esportivos e exigir melhores serviços públicos.

Os manifestantes criticam os valores investidos e os possíveis desvios de recursos públicos na construção dos estádios que a Fifa exigiu para o Brasil como sede da Copa das Confederações, que começou há uma semana, e da Copa do Mundo de 2014.

O protesto em Belo Horizonte é o maior entre os convocados para este sábado, apesar da proposta de diálogo feita pela presidente Dilma Rousseff aos manifestantes ontem.

Nem o pronunciamento da líder do país, no qual propôs um pacto nacional para melhorar os serviços públicos e a redução das tarifas do transporte público, que era a reivindicação inicial dos manifestantes, convenceram os brasileiros a parar com as manifestações.

Apesar de perderam intensidade desde a grande manifestação de quinta-feira, quando cerca de 1,2 milhão de pessoas saíram às ruas em 100 cidades, os protestos prosseguiram neste sábado em pelo menos 70 municípios, entre eles sete capitais regionais.

Os manifestantes em Belo Horizonte se concentraram na cêntrica Praça Sete e anunciaram a intenção de marchar rumo ao Mineirão, apesar da advertência da polícia, que disse que não permitirá a aproximação dos manifestantes em um raio de três quilômetros do estádio.

Apesar do protesto, os espectadores que foram ao Mineirão chegaram ao estádio sem complicações e ingressaram em um clima festivo.

Os manifestantes também organizaram uma série de protestos em Salvador, onde Brasil e Itália se enfrentaqm também pela Copa das Confederações, mas as convocações não tiveram muito êxito e poucas pessoas se mostraram dispostas a gerar alguma complicação na partida disputada pela seleção brasileira.

O protesto em Belo Horizonte também critica um projeto de lei impulsionado por um polêmico deputado e pastor evangélico para autorizar que psicólogos ofereçam tratamento para "curar" os homossexuais.

Além de Belo Horizonte, as maiores manifestações deste sábado foram registradas em São Paulo e em Goiânia, onde os protestos eram contra uma emenda constitucional que o Congresso pretende aprovar para reduzir a capacidade de investigação do Ministério Público, o que, segundo os manifestantes, incentivaria a impunidade e a corrupção.

Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra o aumento das tarifas do transporte público, mas ganharam outras reivindicações, como maiores investimentos na saúde e a educação pública, e críticas contra a corrupção e as elevadas despesas do Governo para organizar eventos como o Mundial de futebol de 2014.

As autoridades preveem que as manifestações percam intensidade após o pronunciamento de ontem à noite da presidente, no qual convocou os manifestantes ao diálogo e propôs um grande pacto nacional para discutir melhorias nos serviços públicos.

EFE   
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