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Dilma quer incorporar médicos das Forças Armadas ao SUS

6 ago 2013
19h19
atualizado em 7/8/2013 às 00h19
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A presidente Dilma Rousseff pediu nesta terça-feira que um grupo de parlamentares acelere a discussão de um projeto de lei que permitirá incorporar os médicos das Forças Armadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

"É uma perspectiva de termos um reforço significativo de médicos, principalmente porque as Forças Armadas estão em áreas de difícil acesso, como regiões de fronteira, onde temos uma dificuldade imensa de levar médicos e profissionais de saúde", declarou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Segundo dados oficiais, o Brasil tem hoje 1,8 médicos para cada mil habitantes, uma taxa que é de 3,7 no Uruguai, 3,2 na Argentina e de 4 na Espanha, de acordo com exemplos citados pelo Ministério da Saúde.

Em resposta às últimas manifestações, o governo abriu há um mês um total de 15.460 vagas para médicos na rede pública de saúde, mas até agora apenas mil candidatos se apresentaram.

Segundo os planos do governo, as vagas que não forem preenchidas por médicos brasileiros serão oferecidas a profissionais estrangeiros, embora essa última opção desagrade os conselhos de medicina.

As leis brasileiras impedem que os médicos militares trabalhem no sistema público de saúde, embora eventualmente participem de algumas operações especiais para prestar atendimento em áreas isoladas e de difícil acesso.

Segundo Ideli, a aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso há mais de três anos anularia esse impedimento e permitiria que um médico militar fosse contratado para a saúde pública.

"O governo quer que esse projeto seja votado o mais rápido possível", declarou a ministra, que explicou que a própria Dilma falou sobre o assunto durante uma reunião realizada hoje com parlamentares da base governista.

EFE   
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