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Defesa questiona Cid e diz que Bolsonaro foi 'dragado' para 8 de janeiro

Advogados indicaram estratégia de apostar em redução de pena

3 set 2025 - 11h24
(atualizado às 11h33)
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A defesa de Jair Bolsonaro questionou nesta quarta-feira (3) a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, em sua exposição no julgamento sobre a trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Jair Bolsonaro arrisca pegar mais de 40 anos de prisão
Jair Bolsonaro arrisca pegar mais de 40 anos de prisão
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em suas alegações, o advogado Celso Vilardi não negou a existência de planos para subverter o resultado das eleições de 2022, mas tentou desvincular seu cliente dessas ações e insinuou uma estratégia de buscar uma redução da pena para Bolsonaro, que pode pegar até 43 anos de prisão.

Segundo ele, o ex-mandatário foi "dragado" pela colaboração de Cid para os principais fatos narrados no inquérito, como o plano "Punhal Verde e Amarelo", que previa o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, de seu vice, Geraldo Alckmin, e do ministro do STF Alexandre de Moraes, e os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

"A delação, da forma como está sendo proposta pelo Ministério Público, é algo que não existe nem aqui nem em nenhum lugar do mundo", disse Vilardi, acrescentando que o tenente-coronel "não é confiável" por ter mentido e omitido informações em sua colaboração premiada.

"O presidente [Bolsonaro] não atentou contra o Estado Democrático de Direito e não há uma única prova que o ligue a Punhal Verde e Amarelo, Operação Luneta [planilha que detalhava o planejamento dos planos golpistas] e ao 8 de janeiro. Nem o delator chegou a dizer sobre participação em Punhal, Luneta e 8 de Janeiro", ressaltou Vilardi.

O advogado ainda alegou que não teve acesso a todas as provas do processo contra Bolsonaro, que, segundo ele, incluem "bilhões de documentos", e negou que o ex-presidente tenha pedido mudanças na chamada "minuta do golpe", documento que decretava Estado de Sítio para impedir a posse de Lula.

Essa minuta foi achada no celular de Cid e na mesa de Bolsonaro na sede do PL, além de ter sido discutida em uma reunião do então presidente com comandantes das Forças Armadas em 7 de dezembro de 2022.

"Chega ser pueril achar que o presidente foi para os Estados Unidos e deixou uma minuta na mesa", disse Vilardi, que ainda declarou que não é razoável cogitar uma pena "para além de 30 anos" para seu cliente.

O advogado falou por cerca de 45 minutos, antes de passar a palavra para o colega Paulo Cunha Bueno, que fez a parte final da defesa de Bolsonaro.

"O que a denúncia pretende é alcançar fatos que o princípio da legalidade não alcançou e punir meros atos preparatórios. A absolvição do presidente Bolsonaro é imperiosa", salientou Bueno.

Preso em regime domiciliar desde o início de agosto por violar medidas cautelares, Bolsonaro é acusado pela PGR de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Também são julgados os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Walter Braga Netto (Casa Civil), o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e Mauro Cid.

Essa é a primeira vez que um ex-presidente do Brasil senta no banco dos réus em um processo por tentativa de golpe de Estado.

Ansa - Brasil
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