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Crack chega rápido ao cérebro, mas efeito é curto

25 jul 2009 - 11h31
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Vagner Magalhães

Direto de São Paulo

Euforia, depressão, inquietação e ansiedade são reações comuns vividas pelos usuários de crack. A droga chega rapidamente ao cérebro, mas os efeitos duram pouco, cerca de 5 minutos. Essa combinação é responsável por fazer com que o usuário queira repetir a experiência. Em pouco tempo, a dependência está instalada.

Em casos mais graves, a pessoa passa a viver em função da droga. Assim que a pedra é acesa, a crack inalado é praticamente absorvido na íntegra pelos pulmões. Por meio deles, cai na circulação cerebral e em até 15 segundos chega ao cérebro. Após o uso repetitivo, as sensações negaivas são sentidas, como o cansaço, a depressão e a falta de apetite. No primeiro mês de uso intenso, pode-se perder entre 8 e 10 kg.

A coordenadora de Saúde Mental do Município de São Paulo, Rosângela Elias, fala com a convicção de quem vive com o problema de perto. Diz que o tratamento tem de ser completo, não apenas clínico. "Quem usa o crack precisa de auxílio psicológico e principalmente apoio da família. Essa relação com o viciado é muito difícil. Em muitos casos, ele passa a ser uma pessoa indesejada até dentro de casa. Nosso papel é reestreitar esses laços. Sem isso, as chances diminuem".

Mesmo com a alta reincidência no uso da droga - que ocorre durante o tratamento -, Rosângela afirma que o trabalho tem de ser intenso. Essa reincidência se dá em até 90% dos casos. "Se tratarmos uma pessoa e não houver reinserção social, as chances de começar tudo de novo são muito grantes.

Nesta semana, as autoridades do Estado e do município anunciaram um plano de ação que envolve profissionais ligados aos setores de saúde e assistência social, acompanhados pelo Ministério Público, a Vara da Infância e Juventude e os conselhos turelares, entre outros.

A ideia é diminuir a incidência do uso de drogas na região central de São Paulo, notadamente na Cracolândia. Segundo Rosângela, o importante é que a sociedade entenda que o tratamento não se dá apanas à base de medicamentos. "Não se pode ter a ilusão de que ali é o atendimento. O usuário precisa retomar a sua vida, que invariavelmente foi abandonada com o uso do crack. Ela precisa ser incluída. Não se pode criar um estigma entre os usuários de droga. Eles são vítimas de um sistema perverso", afirma.

Nos últimos dias, o Terra produziu uma série de matérias abordando o consumo do crack na cidade de São Paulo. Reportagens sobre o tema podem vistas nos links abaixo.

Usuários de crack tomam rua do centro na noite paulistana
Usuários de crack tomam rua do centro na noite paulistana
Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Terra
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