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CPI da Covid reconvoca Queiroga e Pazuello; vai ouvir também ex-assessor da Presidência

26 mai 2021 13h08
| atualizado às 13h22
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A CPI da Covid no Senado aprovou nesta quarta-feira a reconvocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de seu antecessor no cargo, Eduardo Pazuello, e ainda pedidos de depoimentos de ex-funcionários da pasta e da Presidência, além de empresário, para aprofundar suas investigações sobre suposto aconselhamento paralelo ao presidente Jair Bolsonaro e sobre sua ingerência na Saúde.

Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Covid
18/05/2021
REUTERS/Adriano Machado
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Covid 18/05/2021 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Integram a lista de convocados o ex-assessor da Presidência da República, Arthur Weintraub, para que explique gabinete de aconselhamento paralelo a Bolsonaro sobre o enfrentamento à pandemia. Ainda nessa linha de investigação, o empresário Carlos Wizard Martins, que também integraria o grupo extraoficial de aconselhamento ao presidente, também foi convocado.

A ex-titular da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde Luana Araújo também foi convocada, para que explique os motivos de sua saída do cargo após cerca de uma semana efetiva. A suspeita é que ela tenha deixado o posto por não aceitar se submeter às orientações vindas do Palácio do Planalto.

Pouco antes, senadores aprovaram requerimentos de convocação a uma série de governadores. O vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ponderou que pelas regras constitucionais e regimentais não cabe ao Congresso Nacional convocar governadores, deputados, senadores e presidente da República.

Argumentou, ainda, que se a CPI iria abrir o precedente para convocar governadores, teria de abrir a mesma brecha a outros casos. O senador é autor de requerimento de convocação do presidente da República, mas o pedido não foi colocado em votação pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

Parlamentares governistas, por sua vez, pressionaram pela convocação do pastor Silas Malafaia, sob o argumento que ele presta conselhos a Bolsonaro. O pedido de convocação também não foi colocado em votação.

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