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Prefeitura de SP cancela réveillon da Avenida Paulista

Decisão foi baseada em parecer elaborado pela Vigilância Sanitária de São Paulo; principal motivação foi o avanço da variante Ômicron

2 dez 2021 09h31
| atualizado às 16h05
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Com o avanço da variante Ômicron do vírus da covid-19, a Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 2, o cancelamento do réveillon da Avenida Paulista e a manutenção do uso de máscaras obrigatório, inclusive em ambientes externos. A decisão do prefeito, Ricardo Nunes (MDB), foi baseada em um parecer da Vigilância Sanitáriae confirmada ao Estadão em Nova York,onde ele cumpre missão oficial em conjunto com o governador João Doria (PSDB). Com isso, já são 19 as capitais que suspenderam a festa.

A decisão é motivada em parte pelo avanço da nova cepa em diferentes continentes, cujos primeiros casos no País foram confirmados na terça-feira, 30. A gestão municipal tem destacado que as taxas da capital paulista seguem "favoráveis" em relação a outros períodos da pandemia.

"O que pesou muito foi o surgimento da nova variante, Ômicron", afirmou Nunes. Ele descartou restringir grandes eventos na cidade por ora, e argumentou que o numero de óbitos caiu bastante. "Hoje, apesar da variante, a situação é controlada. Vamos continuar tendo eventos com comprovante de vacinação", disse. Segundo ele, um novo estudo da Vigilância sanitária sobre o uso obrigatório de máscara e a presença da nova cepa será entregue no fim de dezembro.

O prefeito disse que a Secretaria de Saúde vai monitorar o cenário da pandemia para decidir sobre a realização do carnaval. "São Paulo não fará nada por pressão. Não é coerente tomar uma decisão agora sobre carnaval", comentou. Ele descartou exigir passaporte vacinal em bares restaurantes da capital paulista.

Quando à corrida de São Silvestre, que tradicionalmente é realizada no dia 31 de dezembro e reúne milhares de atletas, Nunes disse que a prova está mantida. "É possível haver a corrida porque as pessoas farão o teste e não existe aglomeração. Evidentemente, é uma nova variante, pode ser que surja algum fato novo relevante nos próximos dias. Na data de hoje está mantida porque não houve nenhuma indicação contrária da Vigilância Sanitária."

Na quarta-feira, 1º, Doria defendeu que prefeitos paulistas suspendam as festas de réveillon no Estado. "Vamos no caminho da cautela e do zelo para proteger vidas. Não era hora de fazer festas de réveillon", disse. "Embora seja decisão dos municípios, não me parece a hora adequada", acrescentou.

Com a chegada da Ômicron e a quarta onda da covid-19 na Europa, ao menos 19 capitais no Brasil desistiram de eventos públicos no fim do ano. Entre elas, também estão Salvador, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Belém, São Luís, Campo Grande, Palmas, Teresina, Aracaju, Porto Alegre, Cuiabá, Vitória e Goiânia. Nesta semana, a Prefeitura do Rio afirmou esperar mais informações para decidir se manterá a realização do evento em Copacabana.

Último réveillon, de 2019 para 2020, levou 2 milhões para a Paulista

O último réveillon (da virada de ano de 2019 para 2020) levou cerca de 2 milhões de pessoas à Avenida Paulista, segundo informações divulgadas na época pela Prefeitura. Um levantamento do Observatório do Turismo, ligado à gestão municipal, identificou que 59% dos frequentadores moravam na cidade, enquanto 18,9% viviam em outros municípios da Grande São Paulo, 7,1% no interior paulista, 14,7% em outros Estados e 0,2% no exterior.

A festa da virada para o próximo ano estava em preparativos. A contratação da São Paulo Turismo (SPTuris), empresa de economia mista controlada pela Prefeitura, para serviços de planejamento, produção, execução e fiscalização chegou a ser autorizada pela gestão municipal em despacho publicado em 17 de novembro, pelo custo de R$ 6,2 milhões.

Após ter cancelado a edição passada por causa da pandemia, a gestão municipal chegou a montar comissões específicas para a realização de eventos de fim de ano e do carnaval de rua ainda em julho. "Para que ocorram os eventos previstos neste decreto, poderão ser previstos protocolos sanitários e indicadores de acompanhamento da pandemia estabelecidos em conformidade com a orientação técnica da Secretaria Municipal da Saúde", destacava o texto.

*O repórter viajou a convite da InvestSP

Estadão
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