Veja o que se sabe sobre mulher encontrada morta em SP e filha de 2 anos com sinais de violência
Nicole Mercer Merheje foi encontrada morta no sábado, 31, após a Polícia Militar ser acionada pelo pai da vítima. A Polícia Civil pediu a prisão temporária do ex-companheiro da jovem, principal suspeito; a defesa dele não foi localizada
Uma mulher foi encontrada morta no sábado, 31, dentro de casa, no bairro da Saúde, na zona sul de São Paulo. O ex-companheiro dela é o principal suspeito.
O caso é investigado como feminicídio e violência doméstica pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) - Sul.
Quem era a vítima?
A vítima foi identificada como Nicole Mercer Merheje, de 34 anos. Ela tinha uma filha de dois anos, que estava na residência no momento do crime.
Como foi o crime?
A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que foi acionada pelo pai da vítima por volta das 21h44 de sábado. Ao chegarem no imóvel onde Nicole morava, na Rua Joaquim de Almeida, os policiais encontraram o corpo da jovem no chão de um dos quartos.
A filha dela estava no mesmo cômodo, em um berço. Segundo a PM, há indícios de que mãe e filha tenham permanecido em cárcere privado por mais de um dia.
O que houve com a criança?
A criança apresentava marcas de violência e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Mariana. Não há confirmação se o suspeito é o pai da menina.
Diante da suspeita de que a menina possa ter sido vítima de abuso sexual, ela foi transferida para o Hospital da Mulher, onde passou por exames.
Quem é o suspeito?
Segundo a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, André de Lima Torres Pereira. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto.
A PM informou que Nicole havia registrado boletins de ocorrências contra o homem em 2025, por violência doméstica. À época, ela relatou que Pereira morava na mesma residência. A vítima chegou a solicitar medida protetiva, mas não há confirmação de que o processo tenha sido concluído.
De acordo com a SSP, a Polícia Civil do Estado de São Paulo solicitou a prisão temporária do suspeito e aguarda a decisão do Poder Judiciário.