vc repórter: moradores voltam a cobrar Sabesp por transtorno
Obra em andamento na zona sul de São Paulo gera queixas sobre barulho, danos estruturais e mau cheiro
Moradores do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, voltaram a cobrar a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) pelos transtornos causados por placas metálicas instaladas em uma obra em andamento na Viela Paulo Monteiro Duarte, próximo à esquina com a avenida Carlos Lacerda. Além das queixas já relatadas ao Terra em junho, sobre barulhos e danos às casas, o leitor Renato Torres informou que um banheiro químico foi abandonado no local.
Na ocasião, Renato contou que as placas causavam rachaduras nos imóveis da rua e um “barulho infernal” a cada passagem de veículos sobre elas, devido ao grande impacto. Em resposta à reclamação, a Sabesp disse que a via está inclusa em um conjunto de obras que visa otimizar o fornecimento de água na região. A companhia informou também que as chapas metálicas estavam ali para fechar um poço, que dá acesso a uma tubulação de grande porte em fase de implantação, e garantiu que o reservatório seria regularizado.
Passados quase três meses desde a primeira queixa, o leitor afirmou que o quadro se agravou. As rachaduras aumentaram, o barulho segue intenso e as placas passaram a danificar o calçamento. Somado aos demais problemas, um banheiro público teria sido abandonado no local, exalando mau cheiro constantemente.
Novamente procurada pelo Terra, a Sabesp esclareceu que estava aguardando a autorização de um órgão competente para prosseguir com os trabalhos de travessia da rede e, agora, dará continuidade à programação. A conclusão dos serviços está prevista para o final de outubro, quando a chapa metálica será retirada do local. A companhia disse que visitou os imóveis da área para informar aos moradores sobre o andamento das obras.
A empresa se comprometeu a realizar uma nova vistoria, ainda nesta sexta-feira, para inspecionar os imóveis e fazer ajustes na placa de metal, e a tomar “todas as providências necessárias, com o objetivo de regularizar a situação”. A Sabesp se desculpou pelo transtorno e afirmou que o banheiro químico foi removido.
O leitor Renato Torres, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui ou envie pelo aplicativo WhatsApp, disponível para smartphones, para o número +55 11 97493.4521.