Vale avalia impactos de deslizamento em barragem de Minas
Empresa já havia elevado nível de alerta da mina de Gongo Seco, em Barão de Cocais, desde janeiro deste ano
A mineradora Vale informou nesta segunda-feira, 9, que o talude norte da cava de sua mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, a cerca de 96,4 quilômetros de Belo Horizonte, "continua deslizando para dentro da estrutura", em situação que tem sido monitorada pela companhia e comunicada às autoridades. O talude é uma espécie de "paredão" que mantém a barragem fixa.
"A Vale continua avaliando a possibilidade e a extensão dos impactos em caso de novos desprendimentos, bem como impactos de eventual vibração sobre a barragem Sul Superior, distante aproximadamente 1,5 km da área do talude", disse a companhia em comunicado.
A empresa acrescentou que a cava e a barragem "são monitoradas 24h por dia de forma remota" e por sobrevoos de drones, além de um Centro de Monitoramento Geotécnico.
Ainda no final de janeiro, a Vale detectou erosão na área e elevou o nível de alerta da barragem de 1 para 2 (em uma escala de 3), após as fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais. Na época, a elevação implicaria a necessidade de retirada das pessoas de zonas mais próximas, mas isso já foi feito por problemas em outra barragem da região.
Já no último dia 22, a Agência Nacional de Mineração (ANM) afirmou que esta e mais três barragens da empresa corriam risco de rompimento a qualquer hora, após um ano sem manutenção e monitoramento. / REUTERS
