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Tragédia em Santa Maria

Após tragédia em Santa Maria, DF interdita 27 casas noturnas

4 fev 2013 - 13h52
(atualizado às 13h54)
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Após o incêndio que deixou mais de 230 mortos em Santa Maria (RS), no dia 27 de janeiro, 27 casas noturnas do Distrito Federal (DF) foram interditadas em uma operação iniciada na última quinta-feira e intensificada no fim de semana pela Agência de Fiscalização (Agefis) do Distrito Federal. O balanço, que será divulgado ainda nesta segunda-feira pela Agefis, mostrará que todos os estabelecimentos foram fechados por falta do alvará de funcionamento.

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Ao todo, 100 casas noturnas foram vistoriadas em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF. "Cerca de 30% delas foram encontradas fechadas sob o argumento de que estariam se adequando (ao previsto na legislação). Além disso, alguns estabelecimentos apresentaram liminar para funcionar", disse o superintendente de Fiscalização da Agefis, Cláudio Caixeta.

Segundo ele, essas liminares foram obtidas após as casas terem sido advertidas pela Agefis no ano passado. "Isso é bastante comum. Essas liminares permitiram o funcionamento de 40% (das casas noturnas) fiscalizadas ano passado", informou. Caixeta acrescenta que, em geral, essas liminares são obtidas após o juiz verificar a falta de algum documento que, "na maioria das vezes", não compromete a segurança do local.

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Em 2012, a Agefis interditou 250 bares e casas noturnas por falta de alvará de funcionamento. Ao todo, foram feitas 650 notificações. As multas previstas variam de R$ 500 a R$ 10 mil. Brasília, Taguatinga e Gama foram as cidades que apresentaram maior número de interdições, segundo a Agefis. Denúncias sobre estabelecimentos cujas instalações não estejam adequadas à segurança dos frequentadores podem ser feitas pelo número 156.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos. A tragédia gerou uma onda de solidariedade tanto no Brasil quanto no exterior.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Sphor, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffman, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investigava documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergiam sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

Agência Brasil Agência Brasil
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