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Superfaturamento de cartel do trem em SP e no DF chegaria a R$ 577 mi

3 ago 2013
07h27
atualizado às 09h47
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Em cinco contratos suspeitos de serem alvo de cartel entre empresas nacionais e estrangeiras do setor metroferroviário, os governos de São Paulo e do Distrito Federal podem ter gastado até 30% a mais, ou R$ 577,5 milhões. A alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) denunciou a suposta fraude. Com o esquema, esses contratos chegaram a R$ 1,925 bilhão (em valores atualizados), segundo documentos obtidos pelo jornal Estado de S. Paulo. As empresas foram procuradas, mas apenas nove das 20 se manifestaram.

A Siemens informou em nota que, desde 2007, faz esforços para aprimorar sua administração e coopera integralmente com as investigações. Ao todo, 44 executivos - de presidentes a gerentes - de empresas de 11 países foram acusados de participação nas tratativas mantidas para impedir que a disputa dos contratos levasse à prática de preços menores do que os oferecidos pelas empresas. O grupo se considerava blindado por pelo menos um de seus contratantes: a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), segundo documentos da Siemens a que o Estado teve acesso. A suspeita é de que agentes públicos tenham recebido propina das empresas para fazer vista grossa ao cartel durante os governos dos tucanos Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).

 

Fonte: Terra
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