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SP: "não vamos parar até baixar", avisa Movimento Passe Livre sobre tarifa

7 jun 2013
09h40
atualizado em 10/6/2013 às 09h27
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A manifestação que fechou três das principais avenidas de São Paulo na noite de quinta-feira foi apenas a primeira mobilização contra o aumento da tarifa do transporte público na capital, que passou de R$ 3 para R$ 3,20. O Movimento Passe Livre (MPL), uma das entidades organizadoras do ato, já tem agendado outros dois protestos: um às 17h desta sexta-feira, no Largo da Batata, e outro na próxima terça-feira, no mesmo horário, na praça do Ciclista.

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"Ontem a gente deu o recado. Agora cabe dar continuidade. As pessoas foram para a manifestação contra aumento da tarifa. A ideia é aumentar cada vez mais enquanto a tarifa não baixar. Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar. O aumento da tarifa nao se resolve institucionalmente, se resolve na rua", avisou um dos integrantes do movimento, que pediu para ser identificado somente como Marcelo. 

Na avaliação dele, a manifestação foi grande e mostrou a indignação das pessoas. "Deixamos claro o recado que não tem diálogo enquanto a tarifa não for revertida", garante. O convite para o ato foi feito pelas redes sociais e reforçado pelo trabalho de divulgação nas escolas. 

Marcelo reforça que o movimento é autônomo e não tem ligação partidária. "Os partidos vão para a luta também e a gente acho bom que vão, mas a gente dialoga, não tem nenhum acordo prévio ou apoio com partido específico." 

Durante o protesto, o integrante do MPL acabou ferido em uma das pernas por uma bala de borracha durante o confronto com a polícia. "Eles fizeram a repressão porque a gente travou a (avenida) 23 de maio e não porque estavámos fazendo zona ou queimando lixeira. Isso aconteceu depois. Há uma tentativa grande da polícia de criminalizar um grupo de pessoas por depredar, pelo conjunto das coisas, mas isso acontece em todo grande ato que tem revolta grande. Eles sempre tentam achar culpados", disse. 

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Por causa do confronto, 15 pessoas foram detidas. Segundo Marcelo, até as 8h de hoje, duas pessoas ainda estavam na delegacia e uma mobilização para arrecadar dinheiro e pagar a fiança estava sendo feita. 

 

Fonte: Terra

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