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SP: inaugurado com festa, Viaduto do Chá completa 120 anos

6 nov 2012 - 13h34
(atualizado às 13h38)
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Há exatos 120 anos, no dia 6 de novembro de 1892, um mui diverso grupo de cidadãos se amontoava no Centro de São Paulo, ávido por assistir à grande novidade: a inauguração do Viaduto do Chá. Com as ruas laterais enfeitadas de flores, bandeiras e uma iluminação especial, o Presidente do Estado, Bernardino de Campos, juntou-se a populares, a empolados funcionários da administração paulistana, a membros da milícia e do clero para cortar a fita verde e amarela e triunfalmente atravessar o viaduto.

Com cerca de 240 m de extensão, o Viaduto do Chá foi inaugurado em 6 de novembro de 1892, com grande solenidade
Com cerca de 240 m de extensão, o Viaduto do Chá foi inaugurado em 6 de novembro de 1892, com grande solenidade
Foto: Fernando Borges / Terra

Já no dia seguinte, conforme o combinado, passou-se a cobrar três vinténs (60 réis) para a passagem de cada pedestre. O pedágio valeria por quatro anos, quando uma decisão da Câmara Municipal pagou à construtora um alto valor para cessar a cobrança.

A história do viaduto começa com o francês Jules Martin, morador da capital, que teve a ideia de construir uma ligação direta entre o centro da cidade e a região entre o Teatro Municipal e a Praça da República, por sobre o vale do Anhangabaú. A proposta, apresentada por ele em 1877 à Intendência Municipal, teve boa recepção entre a população, mas sofreu grande oposição do Barão de Tatuí - sua família morava num grande sobrado na atual rua Líbero Badaró, bem na entrada do Viaduto do Chá. A questão foi levada a juízo, que decidiu pela desapropriação do imóvel.

Martin organizou uma empresa e encomendou da Alemanha a armação metálica do viaduto. As obras começaram apenas em 1888, e a demolição da casa do barão ocorreu em 1889. Entre a inauguração e a apresentação da ideia original, passaram-se 15 anos. O nome foi dado em alusão a uma grande plantação de chá da Índia que havia na região.

Por causa do crescimento da cidade, a estrutura de metal do Viaduto começou a sentir o efeito das pesadas cargas, e técnicos passaram a debater uma reforma. A solução foi acordada em 1938: construir uma nova estrutura no lugar da anterior, duas vezes mais larga e com cimento armado. As obras começaram no mesmo ano. Diferentemente da inauguração, a demolição da antiga estrutura para dar lugar à atual não teve nenhum holofote.

Atualmente, o viaduto serve de ligação às ruas Barão de Itapetininga e Direita, por onde passam diversas linhas de ônibus, além de centenas de pedestres. Por ser próximo à prefeitura, virou local de manifestações e protestos.

No fim do ano passado, por exemplo, pouco mais de 100 manifestantes acampou por algumas semanas sob o Viaduto do Chá, no movimento chamado "Ocupa Sampa". Entre suas reivindicações estavam a destinação de 10% do PIB para a educação, o fim do projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e um sistema de saúde de qualidade. Em outro episódio, já em setembro deste ano, a ONG Educa São Paulo programou a distribuição de 8 mil livros no viaduto do Chá como uma forma de protesto contra o abandono das bibliotecas na cidade. O ato, no entanto, foi impedido pela Guarda Civil Metropolitana, que cobrou uma "autorização da prefeitura".

Fonte: Terra
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