SP confirma a 12ª morte por intoxicação com metanol; número de casos no Estado chega a 52
Morte mais recente ocorreu em Mauá, no ABC Paulista; vítima de 26 anos morreu após dez dias internada
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou, na quarta-feira, 4, mais uma morte por intoxicação causada por bebida alcoólica adulterada com metanol. Com isso, o número de óbitos confirmados no Estado relacionados à substância subiu para 12.
O caso mais recente foi registrado em Mauá, no ABC Paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, um homem de 26 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Barão de Mauá no dia 19 de janeiro, após apresentar dores e náuseas em casa.
Ele foi transferido para o Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini no dia seguinte, mas não resistiu e morreu na última quinta-feira, 29. O caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Mauá.
Procurada, a Prefeitura de Mauá não retornou às tentativas de contato do Estadão. O espaço segue aberto.
Dados do último balanço da SES indicam que, até quarta-feira, o Estado de São Paulo contabilizava 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, dos quais 12 evoluíram para óbito. As vítimas fatais são:
- Quatro homens, de 26, 45, 48 e 54 anos, da capital paulista;
- Dois homens, de 23 e 25 anos, e uma mulher de 27 anos de Osasco;
- Uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo;
- Um homem de 37 anos de Jundiaí;
- Um homem de 26 anos de Sorocaba;
- Um homem de 26 anos de Mauá.
A SES informou ainda que quatro óbitos permanecem sob investigação: uma pessoa de 39 anos, em Guariba; outra de 31 anos, em São José dos Campos; e duas pessoas, de 29 e 38 anos, em Cajamar. Ao todo, 570 suspeitas já foram descartadas.
Uma investigação da Polícia Civil apontou que as bebidas alcoólicas adulteradas podem ter origem em uma mesma fábrica clandestina, administrada por uma família no ABC Paulista. Segundo a apuração, os suspeitos compravam etanol adulterado com metanol de dois postos de combustíveis da região, usados como fornecedores da matéria-prima tóxica.