SP: caramelo pode contaminar rio após incêndio em depósito de açúcar
Cetesb informou, em nota, que recebeu denúncias da ocorrência de 'uma mortandade de peixes' em Catanduva
Técnicos da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) seguiram, no fim da manhã desta segunda-feira, da agência de São José do Rio Preto, no interior paulista, para Santa Adélia, onde foram checar a possibilidade de contaminação das águas do Rio São Domingos com o caramelo formado em um incêndio ocorrido sexta-feira no depósito de açúcar da empresa de logística Agrovia.
Segundo nota divulgada pela Cetesb, em torno de 200 a 300 toneladas do açúcar queimado e derretido podem ter sido escoados para o leito do rio, que nasce em Santa Adélia e corre pelos municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao Rio Turvo. A Cetesb informou, em nota, que recebeu denúncias da ocorrência de "uma mortandade de peixes" em Catanduva.
Um dos técnicos da companhia, José Mário Ferreira de Andrade, explicou que o xarope não é tóxico, mas que, em função da grande quantidade de material e da excessiva carga orgânica que contém, há diminuição do oxigênio dissolvido na água e pode haver mortandade de peixes nos rios. A nota da Cetesb informa ainda que pelo menos 700 toneladas desse líquido podem ter sido contidas por barreiras improvisadas com terra.
O incêndio de sexta-feira destruiu um dos dois depósitos da Agrovia, onde havia cerca de 28 mil toneladas de açúcar de 10 usinas daquela região e que seguiriam, por via férrea, para o Porto de Santos.