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Sete dias após tragédia, barragem em Teresópolis tem água suja

18 jan 2011 - 07h19
(atualizado às 07h47)
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Daniel Favero e Hermano Freitas
Direto de Porto Alegre e Teresópolis

A barragem do Caleme, que faz parte do sistema de captação de água de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, está com as águas sujas após a catástrofe ocorrida entre os dias 11 e 12. Pedaços de árvore e muita lama tornam a água, que costumava ser potável, imprópria para o consumo. As comportas estão abertas e centenas de milhares de litros escoam morro abaixo na direção do bairro que dá nome à estrutura e na direção do Campo Grande, um dos bairros mais destruídos da cidade.

Despejada diretamente pela chuva sobre o morro, a força com que a água jorra pela comporta aberta mostra como seu transbordamento pode ser fatal. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio informou que 200 homens trabalhariam na sua limpeza, mas ninguém foi encontrado às 17h de segunda-feira. No bairro do Caleme, considerado de risco e evacuado pela Defesa Civil, sem luz ou água, muitas pessoas voltaram a morar em suas residências localizadas em área de risco.

A falta de opção fora de uma área de risco em Teresópolis obriga um casal a seguir morando no Caleme. O marceneiro Marcio Cruz, 34 anos, e a arrematadeira Renata Araújo, 31 anos, disseram ter recursos para alugar um imóvel em um local seguro, mas foram informados por imobiliárias que a procura por casas e apartamentos tem sido enorme desde a tragédia e que não há vagas. "Eu fico atordoado, gostaria de morar em um lugar seguro, mas por enquanto isso parece impossível, então seguimos aí", disse Marcio.

O pedreiro Ronaldo Siqueira Firme, 38 anos, considera a maior catástrofe natural da história do País algo superado. Apesar de ter perdido os pais, mortos em uma casa vizinha, e de ter carregado os corpos de 13 vizinhos durante o trabalho de buscas, considera a sua residência segura e diz que seguirá morando lá com mulher e quatro filhos em uma das ruas da parte alta do Caleme, destruída por uma enxurrada seguida de escorregamento de encosta. "Da pior nós escapamos, dizem que depois da tempestade vem a bonança, então esperamos a bonança", afirmou.

Chuvas na região serrana

As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.

Veja a Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, antes e depois da chuva, arrastando a seta à esquerda da foto

Veja onde foram registradas as mortes

Fonte: Redação Terra
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