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Sequestro de juiz não foi planejado nem teve relação com cargo; ele já havia sofrido golpe do amor

Samuel de Oliveira Magro, libertado nesta terça-feira, 20, já tinha sido vítima de outro sequestro em 2021; na ocasião, ele achava que ia para um encontro, mas tratava-se de esquema de extorsão

20 jan 2026 - 12h38
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O crime cometido contra o juiz Samuel de Oliveira Magro não foi um crime planejado, mas um sequestro relâmpago por oportunidade, de acordo com Arthut Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo. Magro também foi vítima de outro sequestro em 2021.

Em coletiva realizada nesta terça-feira, 20, Dian disse que trata-se de um crime crime patrimonial, não tinha envolvimento com ele ser auditor fiscal.

Magro é juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão administrativo responsável por julgar conflitos tributários entre contribuintes e o fisco estadual, vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz).

Já rendido, no cativeiro, ele recebeu uma ligação do companheiro. "O auditor tinha um código com o companheiro, para avisar que ele estava em risco. Ele usou esse código e então o companheiro chamou a polícia", afirma Dian. A palavra-chave, porém, não foi revelada.

Ele foi resgatado pela Polícia Civil de São Paulo por volta das 6h desta terça-feira, após passar mais de 30 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

Magro ainda está bastante traumatizado. Não o agrediram fisicamente, mas ele foi muito coagido, conforme o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo.

"A divisão antisequestro conseguiu prender quatro indivíduos, estourar o cativeiro e soltar a vítima. Alguns dos integrantes da quadrilha já tinham passagem. Temos também um menor de idade nessa quadrilha", disse Dian. Posteriormente, foi presa a quinta pessoa. Há suspeita ainda do envolvimento de menores de idade na ação.

Vítima de sequestro do golpe do amor em 2021

Conforme Fabio Nelson, diretor da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, em 2021, Magro foi vítima de sequestro do golpe do amor. "Achava que ia para encontro e sofreu golpe", afirmou Nelson.

Questionado sobre detalhes, ele afirmou que naquela época estavam ocorrendo muitos casos semelhantes.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Sobre o sequestro

De acordo com a Polícia Civil, Magro foi sequestrado na noite de domingo, 18, na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.

Ele foi abordado por volta de 20h36 por dois indivíduos. Ainda está sendo verificado por meio de imagens de câmeras de segurança como foi feita abordagem.

"Houve tentativas de transferências de dinheiro, que não foram concluídas", disse ainda Dian.

Estadão
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